CPI da Energisa enrosca em 6 votos e Contar reclama dos colegas

Parlamentar disse estar aberto a mais assinaturas

Com seis de oito assinaturas necessárias para a instauração da CPI da Energisa, o deputado estadual (PSL) afirmou nesta quinta-feira (24) que os deputados da Casa parecem querer ‘criar empecilho’ contra a Comissão. No entanto, o parlamentar disse estar aberto ainda para as assinaturas necessárias.

“Continuo aberto esperando os colegas. Estou preocupado com as famílias que separam dinheiro para pagar suposta irregularidade na conta de energia”.

Questionado se acredita em resistência dos deputados ao assinarem o pedido de abertura, Contar ponderou. “Se eu não conseguir as assinaturas necessárias, essa já será a resposta. Tem que perguntar a eles”.

O deputado afirmou que os deputados que não votaram dizem não ver fato determinado para a instauração. “Fato existe, é concreto. Querem criar empecilho não sei porque”, finalizou.

CPI da Energisa

Divulgada pelas redes sociais e com corrida atrás de assinaturas desde a última terça-feira (22) pelo deputado estadual (PSL), a CPI da Energisa ainda não saiu do papel para ser instaurada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. São necessárias ao menos 8 assinaturas e apenas seis parlamentares apoiaram o pedido até o momento.

Muitos dos que não assinaram justificaram, ao pedirem a parte no discurso dos deputados apoiadores, que querem um fato determinado, ou seja, um motivo justificado para a proposição da CPI.

Segundo o Regimento Interno da Assembleia, “considera–se fato determinado o acontecimento de relevante interesse para a vida pública e a ordem constitucional, legal, econômica e social do Estado, que estiver devidamente caracterizado no requerimento de constituição da Comissão”.

Contar defendeu o pedido de abertura afirmando que a CPI tem fundamento na reclamação de mais de 2 mil usuários no Procon sobre o suposto aumento abusivo das contas de energia. “Fui a duas audiências da Energisa neste ano e a única coisa que eles fizeram foi mostrar a composição tarifária. Não explicaram o aumento”, argumentou.

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