Com 23 votos, Paulo Corrêa é eleito presidente da Assembleia Legislativa de MS; Zé Teixeira é o 1º secretário

Deputados tomaram posse e elegeram o tucano para comandar a Casa pelos próximos 2 anos

Presidente da Assembleia Legislativa, deputados Paulo Corrêa (PSDB). (Foto: Marcos Ermínio)

Como esperado, o deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) foi eleito pelos colegas presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pelos próximos dois anos. O correligionário Onevan de Matos foi o único voto contrário. O pleito ocorreu em sessão extraordinária após a posse dos 24 parlamentares da 11ª legislatura, nesta sexta-feira (1º).

Além de Corrêa no comando da Mesa Diretora da Casa, a 1ª, 2ª e 3ª vice-presidências serão ocupadas, respectivamente, pelos deputados Eduardo Rocha (MDB), e os ‘novatos’ Neno Razuk (PTB) e Antônio Vaz (PRB).

Rocha e Vaz tiveram o apoio de todos os colegas de parlamento, enquanto Neno foi rejeitado por Onevan.

Segundo cargo mais cobiçado e responsável pelas finanças da Assembleia, a 1ª secretaria continuará sob o crivo do democrata Zé Teixeira, que está em seu sétimo mandato como deputado.

Capitão Contar tentou, mas não conseguiu o 2º cargo mais importante da Mesa Diretora. (Foto: Marcos Ermínio)

Campeão de votos nas eleições de 2018, Capitão Contar (PSL) tentou fazer frente a Teixeira, mas só teve o apoio de Coronel David, que seguindo o regimento teve que votar no colega de bancada; e João Henrique (PR), que declarou seu voto favorável a Contar como forma de apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Discurso

Em seu discurso como novo presidente da Assembleia Legislativa, Corrêa destacou estar ciente da “gravidade do momento” em que assume o posto e que vai trabalhar para construir “soluções duradouras”.

“Devemos ter muito a clara dimensão dos desafios que temos pela frente. A difícil conjuntura nacional, de prolongada crise econômica, com índices alarmantes de desemprego, tem gerado frustração social, e corroído a receita fiscal da União, dos estados e dos municípios, comprometendo obras e serviços públicos, e desestimulando investimentos privados”, discursou o tucano.

Para confrontar este cenário, Corrêa pregou a união entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. “O poder Legislativo tem o dever político e cívico de, além de suas atribuições constitucionais, assumir responsabilidades sociais e éticas que contribuam, de fato, para a superação de muitas dificuldades”.

O presidente da Casa também falou sobre as denúncias de cobranças abusivas nas contas de energia. Corrêa lembrou que presidiu a CPI, em 2015, que obrigou a concessionária de energia a devolver R$ 200 milhões cobrados a mais dos consumidores.

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