Colegas reclamam de vereador por usar spray e lembrar agressão contra passageiras

Vinícius causou polêmica com projeto para inserir Trad em nome de terminal de ônibus

O Vinícius Siqueira (DEM) fez uso inusitado nesta terça-feira (19) da tribuna da Câmara de Campo Grande e  encenou o uso do spray de pimenta pela Guarda Municipal na última sexta-feira no Terminal Morenão ao discursar sobre o protesto de trabalhadoras. Os es reagiram, classificando a atuação como ‘desnecessária’ e também criticaram apresentado pelo parlamentar solicitando alteração do nome do Terminal Guaicurus para ‘Maquinhos Trad Guaicurus’.

O spray era, na verdade, um desodorante sem cheiro, segundo explicou Siqueira. “Além de descumprir o contrato, o age desta forma”, pontuou. Líder do prefeito na Casa, Chiquinho Telles (PSD) pediu a parte e acusou o de querer misturar ataques políticos com resolução de problemas ao fazer a encenação e apresentar um de lei com pedido de urgência.

“O prefeito Marquinhos Trad foi o primeiro a multar o Consórcio, mas parece que o Siqueira só está disposto a fazer acusações. Se tiver uma CPI, tem que ser na base de fatos e não de discursos eleitoreiro. Isso de jogar spray na cara dos es, eu jamais faria”, disse Telles.

Mais cedo, Vinícius protocolou pedindo alteração do nome do Terminal Guaicurus para Trad Guaicurus. Otávio Trad (PTB), que é sobrinho do prefeito, usou a palavra para chamar o de ‘cínico’. “O senhor tem toda a liberdade de falar contra o prefeito, contra qualquer político da família, mas não fazer uso do nome de todos. Tem crianças com esse nome, que não tem nada a ver com a política. O senhor precisa respeitar as pessoas. E o respeito que eu tinha pelo senhor, , hoje acaba com essa brincadeira”.

Carlão (PSB), que estava na Mesa Diretora, criticou o uso de um de lei feito pelo . “É um instrumento do parlamentar e não foi feito para ironia. Aqui é um lugar de respeito”. Após a crítica do Otávio Trad, Siqueira acrescentou o nome do prefeito ao , pedindo para que o terminal fosse chamado de Marquinhos Trad Guaicurus.

Presidente da Casa, o João Rocha (PSDB) classificou a ação do como inadequada, mas garantiu que se não ultrapassa o limite do respeito e do decoro, o parlamentar tem o direito de se manifestar como quiser. “Não é uma atitude que fuja do comportamento do , que é cômico, e cria situações diferenciadas aqui na Casa. A princípio, não é nada que fira o regimento”.

Sobre a tramitação do , os es não aprovaram o pedido de urgência. É preciso que ele seja conhecido pela Câmara, quando é lido em plenário, e então tramite pelas comissões. Presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Otávio Trad afirmou que como toda proposta protocolada, o será analisado.

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