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Câmara de Dourados recebe pedido de cassação contra quinto vereador

Documento pede investigação contra vereador Junior Rodrigues por irregularidades pontadas pela CGU

A Câmara de Dourados recebeu no final da manhã desta segunda-feira (20) pedido de cassação contra o vereador Junior Rodrigues (PR). Este será o quinto parlamentar do município a ter seu mandato em cheque nesta legislatura.

A denúncia foi feita pela ex-vereadora Virgínia Marta Magrini (PP), com base em relatório da CGU-MS (Controladora Geral da União em Mato Grosso do Sul), publicada em abril deste ano, que apontou irregularidades em contrato da prefeitura com uma lavanderia.

O pedido de cassação usa trechos da Nota Técnica 15/2019 da CGU, que afirma que o vereador Rodrigo Junior de Moraes Rodrigues possui vínculo com dois empregados e um dos sócios da lavanderia Bataline Gomes Ltda., de nome fantasia Global Serv, que funciona dentro da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) Harry Amorim Costa, e que tem contrato com a prefeitura da cidade.

Na época, dois funcionários da empresa estavam nomeados como assessores parlamentares de Rodrigues na Câmara e um dos sócios havia feito doação para a campanha do vereador, que até dezembro do ano passado foi líder da prefeita Délia Razuk (PR) na Casa.

De acordo com o documento, o contrato foi feito com dispensa de licitação e foi encontrado indícios de superfaturamento. Os contratos são geridos pela Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados). A empresa atende UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e o Hospital da Vida.

“Não foi contra o Junior, não sou suplente de ninguém, só quero esclarecer esse caso. Ele tem direito de se defender e se ficar comprovado que ele não tem nada a ver com isso, vai colocar uma pedra nisso de uma vez por todas”, declarou a ex-vereadora.

Em contato com a Câmara de Dourados, a reportagem do Jornal Midiamax foi informada de que o presidente da Casa, vereador Alan Guedes (DEM), ainda não havia tido contado com a denúncia. Apesar de ter sido protocolada por volta das 13h, o documento seguia na secretaria.

A Casa afirmou ainda que só se manifestaria após o presidente analisar o pedido de cassação. Depois de apreciado pelo parlamentar, o texto segue para o Plenário, para votação, que acontece na primeira sessão subsequente à apreciação do presidente.

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