Após prisões, Câmara de Dourados abre processo que pode cassar quatro vereadores

Todos eles foram alvos de operações contra corrupção

Logo na primeira sessão do ano, na noite desta segunda-feira (4), a Câmara Municipal deu início ao protocolo de análise dos pedidos de cassação contra quatro vereadores de Dourados – distante 225 km de Campo Grande. Os parlamentares foram alvos de operações contra corrupção e fraude em licitações nos últimos meses.

Apontado como líder de organização criminosa voltada a fraude em licitações, na , o ex-presidente da Casa, vereador Idenor Machado (PSDB) virou alvo da comissão processante por 15 votos. Ele presidiu a Câmara entre os anos de 2011 e 2016 e pode ter mandato reivindicado pela comissão por quebra de decoro parlamentar.

Dois parlamentares, Toninho Cruz (PSB) e Marinisa Mizoguchi (PSB) não puderam votar por fazem a linha sucessória de suplência. A comissão será composta pelos vereadores Jânio Miguel (PR), Cido Medeiros (DEM) e Júnior Rodrigues (PRB), segundo o Dourados News.

Já o pedido de cassação dos vereadores Pedro Pepa (DEM) e Cirilo Ramão (MDB) foram aceitas por 15 e 16 votos, respectivamente. As comissões serão compostas por Jânio Miguel (PR), Carlito do Gás (PEN) e Olavo Sul (PEN), no caso de Pepa, e Bebeto (PR), Silas Zanata (PPS) e Júnior Rodrigues (PRB).

Aliada da prefeita Délia Razuk (PR), a vereadora afastada Denize Portolann (PR) teve pedido de cassação aceito por 16 votos e será analisada por Bebeto (PR), Romualdo Ramim (PDT) e Maurício Lemes (PSB). Denize também é investigada por fraude em licitações, enquanto exercia cargo de secretário de Educação, em suposto esquema revelado pela , deflagrada em outubro passado.

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