‘Cada centavo foi investido’, diz ex-prefeito após bloqueio de R$ 2,9 milhões

Decisão ocorreu em virtude da não prestação de contas dos recursos recebidos da União ao decretar situação de emergência durante a enchente do Rio Aquidauana em 2010.

Após decisão da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul publicada nesta sexta-feira (5) determinando o bloqueio de R$ 2,9 milhões pela não prestação de contas dos recursos recebidos da União ao decretar situação de emergência durante a enchente do Rio Aquidauana em 2010, o ex-prefeito Fauzi Muhamad Abdul Hamid Suleiman informou que irá recorrer e garantiu que nenhum centavo recebido deixou de ser aplicado no município.

“Não tem nenhum centavo que tenha saído do Governo Federal e não tenha sido entregue à população de Aquidauana”, afirmou o ex-prefeito. Segundo ele, os recursos foram empregados na construção de cinco pontes pela Defesa Civil, além da recuperação do asfalto na entrada da cidade, que havia sido destruído pela enchente.

“Não há que se falar em desvio de dinheiro, isso não houve”, completou, informando que o processo é referente a problemas na prestação de contas que ele atribui a falhas cometidas por seu sucessor. “A maioria dos convênios que nós estávamos tocando na prefeitura de Aquidauana deixaram de ter dados alimentados e contas prestadas. O prefeito que veio depois de mim deixou de informar dados, de prestar contas desse convênio”, disse.

O ex-prefeito relatou que após deixar o cargo, não levou nenhum documento para casa e quando foi questionado sobre a prestação de contas acionou seu sucessor, que não teria fornecido os papéis nem dado sequência na prestação de contas dos convênios.

Mesmo assim, ele garante que o emprego dos recursos foi feito de forma adequada com as obras visíveis até hoje no município. Fauzi também comentou os valores bloqueados, informando que eles são referentes ao total do convênio e não a seu patrimônio e disse que vai recorrer da decisão, embora não tenha ‘nenhum centavo na conta’.

O ex-prefeito comentou ainda que não tem pretensão de seguir na vida pública, em função de problemas burocráticos gerados inclusive após do mandato. “Você sai com todos os problemas da prefeitura nas suas costas”, reclamou.

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