Após polêmica sobre gastos, Correa garante que CPI da Energisa não terá custo

Segundo o presidente, trabalhos serão feitos com estrutura da Casa de Leis ou com servidores cedidos.

Após polêmica envolvendo os custos de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra a Energisa e a investigação ser oficialmente instaurada nesta terça-feira (12), o presidente da Casa de Leis, deputado estadual Paulo Correa (PSDB), informou que os trabalhos não trarão nenhum custo extra ao Legislativo.

“Uma dúvida que pairou no ar aí durante esse tempo todo: se teria uma estrutura extraordinária aprovada, com orçamento próprio, como já foram CPIs anteriores”, afirmou ele, sem mencionar a polêmica envolvendo o deputado federal Loester Trutis (PSL), que chamou os deputados estaduais de ‘bundas-moles’ por não terem assinado requerimento anterior proposto pelo deputado estadual Capitão Contar (PSL).

O parlamentar chegou a protocolar requerimento solicitando os custos da CPI. O mesmo foi feito pela senadora Soraya Thronicke (PSL). Ambos saíram em defesa de Contar, após alguns deputados justificarem que não assinariam seu pedido de CPI porque não tinha fato determinado e traria custos estimados em R$ 200 mil à Casa.

Com o novo requerimento proposto por Orro, assinado pelos 24 deputados estaduais, a informação da ALMS é que todo o trabalho será feito com a estrutura já existente. “Nós temos alguns concursados da Casa, que ocuparam seus cargos. São advogados que vão ser disponibilizados para serem utilizados pela CPI. E os que ficarem pendentes, desde que sejam funcionários do Governo, a gente vai requisitá-los a todos os órgãos necessários”, disse Paulo Correa.

De acordo com ele, essa medida já foi empregada na CPI da JBS, quando foi solicitado auditor fiscal do Tribunal de Contas e auditor de Receita na Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda). “Então toda a estrutura que nós vamos colocar é a estrutura da Casa. Sem custo absolutamente nenhum extra. Nenhum custo a mais. É bem claro que é com a estrutura que nós temos da Casa”, reiterou. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em 120 dias.

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