Após operação, prefeito de Água Clara garante que prefeitura não usou hotel ‘nesse mandato’

Apesar de já ter respondido judicialmente pelo pagamento de diária do hotel pela prefeitura, Tupete garante que isso ocorreu anteriormente em apenas uma ocasião e com hóspede no local

Tupete vai cumprir 3º mandato à frente de Água ClaraEm seu terceiro mandato, o prefeito de Água Clara Edvaldo Alves de Queiroz (PDT), conhecido como Tupete, disse ainda não ter sido informado oficialmente da Operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que resultou em busca e apreensão no hotel de sua ex-mulher, na manhã desta terça-feira (19). Mas garante que não houve peculato em sua administração e nenhum tipo de relação entre a prefeitura e o Hotel Dois Irmãos ‘nesse mandato’.

“Nesse mandato nunca foi ninguém naquele hotel mandado pela prefeitura”, declarou o prefeito. Ele disse que irá aguardar notificação e o andamento das investigações, mas que poderá inclusive “mover uma ação contra o Estado” devido, segundo ele, à falta de provas sobre o caso.

“Apreenderam computadores, mas não vão encontrar nada lá. Eu nem ligo no telefone daquele hotel, não tenho vínculo nenhum. Quando a gente separa não fica bem”, comentou, referindo-se ao fato de o estabelecimento pertencer à sua ex-mulher, Isabel Barbosa da Silva.

Batizada de ‘No-Show’, a operação deflagrada nesta terça-feira (19) apura eventual prática de dispensa indevida de licitação e crime de peculato-desvio – conforme nota divulgada pelo Gaeco. Tupete admitiu, entretanto, que apesar de “nesse mandato” não ter feito uso do hotel, responde judicialmente por situação semelhante ocorrida na gestão anterior. “Teve uma situação em que uma pessoa foi se hospedar dizendo que a prefeitura pagaria”, contou.

Conforme o Gaeco, o nome da operação que apura irregularidades na relação da prefeitura com o hotel remete à prática do pagamento de diárias sem o comparecimento na hospedagem. Segundo o prefeito, tal prática – sem comparecimento de hóspede – nunca ocorreu no município nesta gestão e nem nas anteriores, mesmo com processo em trâmite sobre o assunto.

Ele relembrou que um caso envolvendo o hotel chegou a ser investigado e a resultar no bloqueio de recursos na conta bancária, o que acabou sendo revertido por decisão posterior. “Teve problema que está na Justiça e já foi comprovado. Mas peculato não teve no passado e nem hoje. Se nós pagamos alguma coisa lá no tempo dos outros mandatos foi pago e usado. Mas foi uma mixaria que não dá enriquecimento ilícito”, argumentou.

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