Após denúncias, Valdir quer audiência pública com Consórcio para discutir contrato

Vereador quer saber o que o diretor pensa sobre o transporte coletivo

O vereador Valdir Gomes (PP) quer propor uma audiência pública com o diretor do Consórcio Guaicurus, João Rezende para tratar sobre as recentes denúncias envolvendo o transporte público de Campo Grande e o descumprimento de algumas questões do contrato concedido há quase sete anos.

“Tem chegado para nós [as denúncias], mas não só as denúncias de coletivo, como os terminais, as faltas de bebedouro, os banheiros. Antes de eu tomar uma decisão, eu vou pedir essa audiência com o João Rezende e vou ligar para ele e ver se ele me recebe essa semana, para ver o que ele está pensando sobre o contrato para assim ter uma posição”.

O vereador cobrou uma atuação mais firme por parte da Prefeitura, parte responsável por fazer a concessão do transporte e apontou que é difícil ter uma posição adequada quando o contrato que está em vigência, está sendo cumprido por etapas, o que não deveria acontecer segundo Valdir. Ele lembra que os vereadores também estão cobrando uma atitude dos empresários.

“A Prefeitura teria que cobrar mais, nós temos cobrado e como é uma concessão é difícil querer falar algo. A gente percebe que esse contrato que foi feito, ele é cumprido por etapas e tem que cumprir por inteiro. Eu tenho encaminhado expediente e conversado com as pessoas”, disse Valdir Gomes.

Escondidos

Na última quarta-feira (19), a reportagem flagrou 118 coletivos estacionados nos arredores de 5 terminais e nas garagens da Viação Jaguar e Cidade Morena, o que representaria quase um terço da frota parada todos os dias e seria mais do que o dobro estipulado pela Agereg como ‘frota reserva’.

A ronda aconteceu entre às 10h e às 14h, pegando o horário de almoço, considerado um horário pico. Além destes terminais, ainda ficaram de fora da rota de visita o terminal Júlio de Castilho e as garagens da Viação Campo Grande e Viação São Francisco.

Vereadores ignorados e Procon-MS em ação

Além da Agereg e dos promotores de Justiça, os parlamentares eleitos pelos campo-grandenses também têm prerrogativa de fiscalização dos atos do executivo, como a manutenção do contrato de concessão.

Mas, os vereadores admitem que até mesmo a Comissão de Transporte da Câmara Municipal de Campo Grande é ignorada pelo Consórcio Guaicurus.

Recentemente, o Procon-MS entrou na briga de forma tímida, e se limitou a autuar o Consórcio pela segunda vez, com ‘risco’ de multa de R$ 100 mil depois de inúmeras denúncias dos passageiros sobre os atrasos constantes.

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