Após advertência, PDT suspende vereadores e abre processo de expulsão

Punições foram motivadas pela recusa em assinar CPI do transporte coletivo

Após emitir advertência aos vereadores e Odilon Junior por não seguirem a orientação partidária para assinar a lista favorável a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Ônibus, o diretório municipal do partido suspendeu ambos por 90 dias.

A legenda também abriu processo de expulsão após receber representação ético-disciplinar contra por declarações feitas ao Jornal Midiamax. Depois de ser advertido publicamente, o vereador disparou que a punição foi dada porque o diretório teria um ‘bando de puxa-saco do Dagoberto [Nogueira, presidente estadual da sigla].

“A representação é assinada por dois filiados pedetistas e já recebeu despacho para notificação do parlamentar, que poderá se defender no prazo de 8 dias”, diz trecho de nota divulgada pelo diretório.

Conforme o presidente municipal do PDT, advogado Yves Drosghic, o pedido de expulsão foi feito com base em preceitos do estatuto que falam de unidade partidária e respeito aos integrantes do partido.

“Ele [] já levou advertência, agora está suspenso e ainda difamou e questionou a independência dos membros do diretório municipal pra tomarem decisões sem interferência”, informou, ao garantir que Dagoberto deu ‘toda a independência para o diretório decidir’ sobre as questões partidárias.

Notificação foi encaminhada ao vereador para apresentar defesa e a previsão é que o caso seja votado somente em janeiro. Enquanto isso, permanece a suspensão com prazo a contar da última semana.

Na prática, e Odilon Junior ficam suspensos de todas as atividades partidárias, de falar em nome do partido, de votar em nome da bancada e até de participar de comissões às quais a legenda têm direito. “Não podem participar de nenhuma reunião do partido e nem usar a insígnia mais do PDT enquanto estiverem suspensos”, afirmou Yves. 

Briga interna

Desde as eleições de 2018, divergências marcaram a rotina dos integrantes do PDT. Além dos vereadores Ademir e Odilon, únicos do partido em Campo Grande, o deputado estadual também se envolveu em vários imbróglios com lideranças da sigla.

Em ação analisada pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) os desembargadores decidiram de forma unânime que o deputado pode se desfiliar sem perder o mandato, sob alegação de justa causa.

No caso de Ademir e Odilon, os problemas são decorrentes da recusa em assinar requerimento para abertura na Câmara Municipal de CPI que visa investigar a atuação do , responsável pelo transporte público coletivo de Campo Grande.

Após advertência, PDT suspende vereadores e abre processo de expulsão
Íntegra da nota divulgada pelo partido. (Reprodução)
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