Deputado por 1 mês, Coringa renuncia a ajuda de custo de R$ 33 mil e quer apresentar 2 projetos

Deputado vai receber sem frequentar as sessões

Recém-empossado deputado federal Junior Coringa (PSD), que assume a vaga deixada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), protocolou, na quinta-feira (3), renúncia de um dos penduricalhos que o mandato-tampão poderia lhe render. A ‘ajuda de custo’ de R$ 33 mil é paga a deputados e senadores em início e fim dos mandatos.

Sem frequentar uma sequer sessão, já que o Congresso está em recesso e volta às atividades apenas no dia 1° de fevereiro – com a posse dos eleitos de outubro – a passagem relâmpago de um mês na Câmara Federal daria direito ao parlamentar receber, além do salário de R$ 33,7 mil, cota parlamentar de R$ 40,5 mil.

“Torço para que os próximos legisladores repensem nos gastos destas cifras que podem ser revertidas a saúde, educação e tantas outras áreas que carecem de investimento”, postou o parlamentar no Facebook.

E ele quer mesmo ‘mostrar serviço’. Prometeu protocolar dois projetos na próxima semana, em deles trata da isenção nacional de cobrança de estacionamento em shoppings e supermercados a pessoas com deficiência, por permanência de até 4 horas e outro, que eleva o teto de isenção na compra de veículos destinado a PcD de R$ 70 mil para 150 salários mínimos.

Mas com o mandato ‘chegando ao fim’, ele não poderá dar seguimento aos tramites regimentais da Casa de Leis. Para isso, conforme a assessoria, ele conversa com o colega de bancada, deputado Fábio Trad (PSD), para viabilizar a ida dos textos ao plenário e entre em votação na Câmara.

“Na semana que vem vamos protocolar alguns projetos na Diretoria Geral da Câmara e, em seguida, vamos encaminhar a liderança nacional do PSD. Deputado Fábio Trad vai acompanhar para que possa chegar ao plenário, até virar lei. Ouvimos e estamos atendendo pedido das pessoas com deficiência”, justifica ao Midiamax.

Ele também recebeu a visita do vereador Willian Macksoud (PMN). Ambos discutiram a construção de um acesso entre os bairros Moreninhas e Rouxinóis de modo, já pensando na construção de um shopping na região.

Para assumir a cadeira na Casa de Leis, ele teve teve de abrir mão de cargo de subsecretário de Direitos Humanos na prefeitura de Campo Grande, que ocupou por dois anos, e do salário de R$ 14.475. Sua exoneração, assinada pela prefeita em exercício, Adriane Lopes (Patri), foi publicada na sexta-feira (28), com efeitos a partir de 1° de janeiro.

 

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