Soltura de Lula por desembargador de plantão pareceu ‘oportunista’, diz Dagoberto

Deputado acredita que desembargador Rogério Favreto poderia ter esperado

Para o deputado federal de Mato Grosso do Sul, Dagoberto Nogueira (PDT), a estratégia do PT utilizada para tentar soltar o ex-presidente Lula (PT) foi “totalmente errada” e “oportunista”, por ter criado uma insegurança jurídica que, para o parlamentar, foi desnecessária.

“Tem muito questionamento em torno da prisão do Lula, mas não da forma que foi feito aí, isso que criou uma insegurança jurídica pra todo mundo. A forma que foi feito [o habeas corpus] é que eu acho que foi totalmente errado e parece-me que oportunista”, disse o pedetista.

O pedido de habeas corpus de Lula foi impetrado na sexta-feira (6) por três deputados do PT, apenas 32 minutos depois do início do plantão do desembargador Rogério Favreto, que foi filiado ao Partido dos Trabalhadores por 20 anos.

Para poder deliberar sobre o habeas corpus em plantão, Favreto argumentou que haviam “fatos novos” que faziam necessária a apreciação do processo imediatamente, se referindo à pré-candidatura de Lula. Porém, para Dagoberto, o desembargador poderia ter esperado.

“A questão da pré-candidatura dele, já é mais de um ano que ela é posta, e depois eu acho que é uma forma errônea ter uma decisão por plantonista, acho que não precisava disso”, afirmou. “Acho que essa decisão poderia ter sido colocada hoje normalmente, e aí não teria toda essa desconfiança que acabou gerando”.

O deputado afirma que a decisão da defesa de Lula de pedir o habeas corpus em plantão “criou uma insegurança até pro povo brasileiro”. “Principalmente por conta desse vai e volta, vai e volta, num dia de plantão. Ficou muito esquisito, eu acho que como advogado dele eu não faria isso”, declarou.

O parlamentar acredita que só hoje a decisão de manter Lula preso deve começar a repercutir politicamente, mas afirmou que não save avaliar se vai prejudicar ou beneficiar o ex-presidente. “Sei que ele vai muito bem nas pesquisas”, disse.

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