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Sem atenção nas fronteiras, guerra contra facções será difícil, diz Reinaldo

Governador falou sobre intervenção militar no RJ

Saída encontrada pelo Governo Federal para combater a violência no Rio de Janeiro, a intervenção militar é insuficiente para dar fim ao crime organizado no Brasil, pelo menos essa é a análise do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Para ele, a “guerra” contra as facções só será vencida quando as fronteiras foram objeto de grande atenção da União.

Só em Mato Grosso do Sul, são 1,5 mil quilômetros de fronteira seca entre o Brasil e o Paraguai e a Bolívia. Para o governador, a saída para vencer as facções está diretamente ligada ao sufocamento financeiro do crime organizado.

“Se não tiver uma atenção nas fronteiras, eu não tenho dúvidas de que vai ser muito difícil vencer essa guerra contra as facções criminosas que infelizmente estão enraizadas nos estados”, disparou durante agenda pública na tarde desta segunda-feira (19).

Apesar da crítica, o governador afirmou torcer para que a medida encontrada pelo Governo Federal em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro tenha resultados positivos.

“Saída é fechar as fronteiras, impedir entrada de droga e armamento, a fim de tirar o poder financeiro do crime organizado. Eu torço para que intervenção federal no RJ dê certo”, completou

Mais cedo, o titular da Sejusp (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Justiça), Antônio Carlos Videira, descartou qualquer tipo de intenção militar em Mato Grosso do Sul, mas afirmou que convênio com Exército Brasileiro.

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