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PSOL e PSTU discutem nome para disputar governo de MS no fim de semana

Nanicos têm diferentes nomes para escolher internamente

Insatisfeitos com os rumos da política estadual, partidos de esquerda de menor alcance como o PSTU e o PSOL – chamados comumente de “nanicos” – anunciaram que irão lançar candidaturas próprias ao governo do Estado, porém a escolha dos nomes deve ficar para depois deste fim de semana, quando ambos os partidos farão reuniões internas.

“A ideia nossa é suprir de candidaturas classistas e revolucionárias todas as seis etapas da eleição, desde os deputados estaduais até à Presidência da República”, revela o militante Suél Ferranti (PSTU), que se candidatou a prefeito de Campo Grande nas últimas eleições.

Segundo Suel, entre os nomes mais à frente da discussão para pré-candidatura ao governo do Estado pelo PSTU está o professor Marco Monje, que disputou o cargo nas últimas eleições de 2014, e obteve 0,15% dos votos – cerca de 2 mil votantes em todo Estado.

“O Monje está mais a frente justamente por já ter essa experiência de ter disputado as eleições, mas ainda estamos totalmente abertos quanto a isso”, diz. Outro nome cotado seria o de Ederlon Ferra Correia (PSTU), ex-funcionário dos Correios demitido, segundo o partido, devido à sua atuação sindical.

Suél disse também estar à disposição do partido para se lançar a cargos nas diferentes esteiras, mas não para o governo do Estado. “O meu nome está a disposição, assim como o de qualquer militante que tenha condições de apresentar uma candidatura para a classe trabalhadora”, disse.

Já no PSOL, a escolha está principalmente entre o candidato a prefeito de Dourados nas últimas eleições, professor Ênio Ribeiro, e o ex-candidato à Prefeitura de Ribas do Rio Pardo, o advogado João Alfredo.

Segundo o presidente municipal do partido, Henrique Nascimento (PSOL), o partido também pretende lançar Rosana Santos para a disputa de uma vaga ao Senado Federal. Rosana se candidatou ao cargo de prefeita na capital, mas teve sua candidatura indeferida.

A escolha de demais parlamentares ainda está aberta. “O PSOL abre espaço para movimentos sociais, para as lideranças comunitárias e juventudes que queiram se candidatar a uma vaga de deputado estadual ou federal”, diz Henrique.

Insatisfação política

Outro nanico, o PCdoB, também manifesta descontestamento com as atuais candidaturas ao governo do Estado, porém o partido não tem definido se irá lançar uma candidatura própria ou apoiar aquelas que considera mais adequadas aos seus interesses.

“Nós defendemos uma frente ampla para retomada da democracia e do desenvolvimento regional. Estamos conversando com outros partidos dos setores de esquerda, como PT, PDT, PV, para buscar alianças”, diz Mário Fonseca, presidente estadual da sigla.

“Não descartamos a candidatura única, mas nossa tendência é buscar essa composição”, diz ele. Assim como PSOL e PSTU, o PCdoB também fará uma reunião neste domingo (18), em que discutirá novos rumos do partido, em Campo Grande. 

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