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Em primeiro debate, candidatos à Presidência evitam polêmicas, Lula e Lava-Jato

Candidatos apostaram em terrenos conhecidos e evitaram ataques

(Reuters/Paulo Whitaker)

O primeiro debate televisivo entre os candidatos à Presidência da República, realizado nesta quinta-feira (9) pela Bandeirantes, terminou com um clima morno e com pouca discussão de temas polêmicos entre os candidatos.

Duas das polêmicas mais comentadas das eleições deste ano foram especialmente evitadas pelos candidatos: a candidatura do ex-presidente Lula (PT), preso em Curitiba, e a Operação Lava Jato, tema ligado ao combate à corrupção.

Nem Lula, nem seu vice Fernando Haddad (PT), participaram do debate. Os candidatos na discussão foram Jair Bolsonaro (PSL), Alvaro Dias (Podemos), Guilherme Boulos (PSOL), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede).

Lula só foi citado pelos candidatos em dois momentos. Guilherme Boulos, que foi o primeiro a ter voz na discussão, citou o ex-presidente dando uma saudação e um “boa noite” Lula, e disse que a prisão do petista era injusta enquanto Michel Temer (MDB) “está solto em Brasília”.

O segundo momento foi quando o candidato do MDB, Henrique Meirelles, lembrou que participou dos dois governos Lula como presidente do Banco Central, situação que foi repetida pelo presidenciável. Mais ninguém lembrou do nome do petista no debate.

Já em relação ao tema da corrupção, apenas o candidato do Podemos, senador Álvaro Dias, entrou na questão. O presidenciável recordou que, se eleito, irá convidar o juiz federal Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. A assessoria do magistrado já afirmou que ele não irá comentar a questão.

Terrenos conhecidos

A maioria dos candidatos preferiu adotar um tom ameno nesta quinta-feira, evitando ataques diretos aos adversários e polêmicas, e repetindo bordões da pré-campanha que reafirmam suas principais propostas para o pleito.

Bolsonaro repetiu o tom veemente ao defender a expansão do porte de armas, novas escolas militares no país e o combate à corrupção. Já Marina Silva usou novamente o discurso de que é uma candidata distante de escândalos de corrupção.

Alckmin defendeu mais uma vez suas propostas de reformas da Previdência, e foi atacado por suas alianças com o “centrão”. Na contramão, Ciro Gomes denunciou a reforma trabalhista, o alto índice de desemprego, e os supostos privilégios do governo a grandes empresas.

Alvaro Dias repetiu seu discurso de que a corrupção é o grande problema do Brasil e atribuiu à ela os altos índices de violência no país. Meirelles concentrou seus esforços em falar de sua trajetória política, mas foi criticado por causa da lei do teto dos gastos e por sua aliança com Temer.

Por sua vez, Boulos quebrou o tom com propostas relativas à taxação de grandes fortunas, ao fim de isenções fiscais sem contrapartida e à legalização do aborto. Cabo Daciolo chamou atenção por se referir constantemente a Deus, propondo uma auditoria da dívida pública e um piso salarial para os servidores da segurança pública.

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