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Ministro da CGU defende foro para políticos apenas em casos de corrupção

O ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da CGU (Controladoria Geral da União), Wagner Rosário, que continuará no cargo na gestão de Jair Bolsonaro (PSL), afirma que políticas só deveriam ter foro privilegiado em casos envolvendo corrupção. Neste caso, outros tipos de crime deveriam iniciar seus processos a partir da primeira instância, mesmo que o delito tenha sido praticado durante o mandato, como ocorre com qualquer cidadão comum.

Em maio, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que parlamentares só tenham foro privilegiado sobre fatos ocorridos durante o mandato ou relacionados ao cargo.

Em entrevista ao portal UOL, em seu gabinete, em Brasília, Rosário também falou sobre outros assuntos. Ele propõe a formação de um comitê ou “centro de governo” anticorrupção formado pela CGU, pela pasta da Justiça, pela AGU (Advocacia-Geral da União), e pelos órgãos hoje ligados à Fazenda, Receita Federal, Banco Central e CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Wagner defende os acordos de leniência. Segundo ele, “as empresas estão vendo que os acordos estão funcionando. Tem-se uma segurança maior”.

Em seguida, falou sobre os pedidos de Jair Bolsonaro para seu comando na CGU, afirmando que não houve nenhuma diretriz específica. “Faça as atribuições previstas na sua pasta conforme a lei”, disse Wagner.

A entrevista completa pode ser conferida ao clicar aqui.

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