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Médicos de Campo Grande avaliarão sanidade mental de acusado de esfaquear Bolsonaro

Perícia está marcada para dezembro

Os médicos psiquiatras Fernando Câmara Ferreira, Nelson Neves de Farias e a médica Maria Teodorowic, peritos oficiais, foram nomeados pela 3ª Vara da Justiça Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais, para realizar o laudo de sanidade mental em Adelio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) no último dia 6 de setembro. O despacho foi publicado no Diário da Justiça Federal desta quinta-feira (29).

O trio deverá realizar o laudo no dia 3 de dezembro, próxima segunda-feira, na sala de serviços médicos do Presídio Federal de Campo Grande, às 9h. A Justiça determinou, ainda, que a unidade ofereça ‘alocação de ambiente apropriado nas dependências da unidade prisional, visando a realização dos exames médicos’.

O ato será acompanhado pela assistência técnica da defesa e o laudo pericial deve ser entregue à Justiça em até 15 dias após a realização.

Em entrevista ao Jornal Midiamax, um dos psiquiatras que realizará a perícia, o médico Fernando Câmara Ferreira, informou que o procedimento é complexo e que envolve uma série de avaliações. “É feita uma anamnese, colhendo exames, antecedentes, histórico familiar, doenças prévias. São exames mentais, físicos e a equipe avalia se é necessário algum exame complementar ou não. Tudo na intenção de se firmar um diagnóstico. Pode ser realizado em um único tempo, ou em um período maior. Tudo depende de como vai transcorrer e tudo é acompanhado pelos assistentes técnicos tanto da defesa como da acusação”, disse.

Um dos peritos é nomeado para esclarecer à Justiça sobre qualquer dúvida em relação ao diagnóstico, que é realizado em termos técnicos da Medicina.

Atentado

Adélio Bispo de Oliveira foi preso no mesmo dia em que teria esfaqueado o então candidato à presidência Jair Bolsonaro. Populares conseguiram detê-lo após o ato. O home foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) à Justiça Federal seguindo o entendimento da investigação conduzida pela Polícia Federal e enquadrou o agressor no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional pela prática de “atentado pessoal por inconformismo político”.

Bolsonaro foi golpeado no dia 6 de setembro quando fazia campanha no centro de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele foi operado na cidade mineira e depois transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por uma segunda intervenção cirúrgica. Bolsonaro recebeu alta, mas deve passar por nova cirurgia em janeiro.

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