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Marun e Moka destacam legado deixado por ex-governador

Emedebistas se expressaram nas redes sociais

 

A classe política de todo Mato Grosso do Sul lamentou, nesta terça-feira (13) de Carnaval, o falecimento do ex-governador Wilson Barbosa Martins, aos 100 anos de idade. Correligionários usaram as redes sociais para expressar as condolências.

“Vai-se um grande Homem. Ficam o legado, o exemplo e a saudade”, disse o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun (MDB), que deve representar o presidente Michel Temer (MDB) no velório do Dr. Wilson.

Outro que lamentou a morte do ex-governador foi o senador Waldemir Moka (MDB), que afirmou que Wilson foi seu ‘espelho’ na política estadual.

“Pra mim, o maior emedebista de Mato Grosso do Sul e um dos maiores do país. Dr. Wilson, de quem fui líder do seu governo na Assembleia Legislativa, deixa vários legados, como lealdade, fidelidade ao partido e respeito pelos adversários. Homem de bem, de princípios éticos e morais”, frisou o senador.

O deputado federal pelo PSDB, Elizeu Dionizio, também usou as redes sociais para expressar suas condolências à morte do político.

“Em 100 anos de vida, Dr. Wilson deixa como legado sua incansável batalha pela democracia. Sua vida pública serve de motivação para que tenhamos dedicação máxima na luta pelo desenvolvimento de nosso Estado e País. Brasileiro convicto de suas ideias, está nas páginas biográficas desse Mato Grosso do Sul como poucos”, disse o tucano.

A cerimônia de despedida ao ex-governador de Mato Grosso do Sul, Wilson Barbosa Martins, está prevista para iniciar às 15 horas desta terça-feira (13). O sepultamento só deve acontecer na manhã desta quarta.

O velório de Wilson acontecerá em salão aberto do Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, no Parque dos Poderes. Inicialmente, a expectativa era que o velório iniciasse às 13 horas apenas para familiares e amigos próximos.

Histórico

O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Wilson Barbosa Martins morreu na madrugada desta terça-feira (13), em sua residência, na rua 15 de Novembro, em Campo Grande. Ele estava sob cuidados médicos em casa.

Em junho do ano passado, o ex-governador foi internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Proncor, em Campo Grande. Em 2013, ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e em 2014, um mal súbito que o deixou internado por 21 dias.

Doutor Wilson, como era conhecido, nasceu em Campo Grande, no dia 21 de junho de 1917. De família de políticos, seu tio, Vespasiano Barbosa Martins, participou da revolução de 1930, foi senador pelo antigo estado do Mato Grosso (1935-1937), constituinte (1946) e novamente senador pelo Mato Grosso (1946-1955).

Eleito prefeito de Campo Grande na legenda da UDN em outubro de 1958, assumiu a prefeitura em janeiro do ano seguinte. Em outubro de 1962 elegeu-se deputado federal por Mato Grosso, ainda na UDN. Deixando a prefeitura em janeiro de 1963, ocupou a cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro seguinte.

Em fevereiro de 1969 teve seu mandato parlamentar cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos pelo Ato Institucional nº 5, editado em dezembro do ano anterior, voltando a exercer a advocacia.

Nas eleições de novembro de 1982 foi eleito governador do estado de Mato Grosso do Sul na legenda do PMDB. Desincompatibilizou-se do cargo em maio de 1986 para disputar uma cadeira no Senado nas eleições de novembro próximo, sendo substituído pelo vice Ramez Tebet.

Eleito senador da República, sempre no PMDB, ocupou a primeira vaga pelo Mato Grosso do Sul em fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte (ANC).

No pleito de outubro de 1994 foi novamente eleito governador do Mato Grosso do Sul, na legenda do PMDB, já no primeiro turno e com 41,43% dos votos. Wilson Martins passou o governo para Zeca do PT em 1º de janeiro de 1999.

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