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“Frente da Lava Jato” não elege ninguém em MS e só 5 dos 28 candidatos no País

Dois policiais federais do Estado fazem parte do grupo, André Salineiro e Renée Venâncio

Renée Venâncio foi o vereador mais votado de Três Lagoas em 2016 (Foto: Divulgação/CMTL)

Uma frente nacional composta por agentes da Polícia Federal e apoiadores elegeu apenas cinco parlamentares no domingo (7). O grupo contava com dois candidatos de Mato Grosso do Sul, os vereadores André Salineiro (PSDB), de Campo Grande, e Renée Venâncio (PSD), de Três Lagoas. Nenhum dos dois foi eleito.

Salineiro disputava uma vaga na Assembleia Legislativa. Com 18.953 votos, o tucano até conseguiu votos suficientes para ficar entre os 24 melhores colocados na preferência do eleitorado sul-mato-grossense, porém, o quociente eleitoral da chapa o deixou de fora da Casa.

Já Renée Venâncio tentava uma cadeira na Câmara dos Deputados e teve 14.056 votos. Ficou em 17º na corrida eleitoral e distante dos oito eleitos para representar o Estado no Congresso Nacional.

Denominada oficialmente como “Frente de Agentes da Polícia Federal”, o grupo foi criado em maio deste ano com o objetivo de aumentar a representatividade da categoria no Congresso. Foram lançados 28 candidatos à Câmara, Senado e Assembleias estaduais.

A Frente tem como principais objetivos “garantir a continuidade da Lava Jato e de outras ações de combate à corrupção” e “melhorar as condições de enfrentamento à onda de violência que assola o país”.

Vereador de Campo Grande, André Salineiro não foi eleito devido ao quociente eleitoral. (Foto: Divulgação/Assessoria)

O grande destaque entre os policiais “em defesa da Operação Lava Jato” foi Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), o deputado federal mais bem votado da história. O filho do candidato à Presidência Jair Bolsonaro teve 1,84 milhão de votos.

Além de Bolsonaro, a PF elegeu mais dois deputados federais – Aluisio Mendes (PODE/MA) e Sanderson Federal (PSL/RS) – e dois estaduais – Agente Federal Danilo Balas (PSL/SP) e Marcio Pacheco (PPL/PR).

O desempenho não se repetiu no Senado. Nenhum dos três candidatos da frente ganhou vaga na Casa.

Diferentemente dos candidatos militares e religiosos, os candidatos com “federal” no nome de urna não foram maioria entre os representantes da frente. Dos 28 inscritos, apenas oito fizeram referência ao cargo ocupado na inscrição na Justiça Eleitoral.

*Com informações do UOL

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