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Simone defende logística para reduzir desperdício de alimentos

Disse em seu pronunciamento no Senado

 

Ao lembrar da passagem do Dia Mundial da Alimentação, comemorado em 16 de outubro, a senadora Simone Tebet chamou atenção para as perdas e desperdícios de alimentos no Brasil. “Tantos passam fome, enquanto perdemos ou desperdiçamos parte significativa do que produzimos”, disse em seu pronunciamento no Senado, nesta quinta-feira, 19.

Simone chamou o Governo e o Legislativo (por meio de emendas parlamentares) a priorizar investimentos no agronegócio e na infraestrutura.  “Principalmente, construindo pontes, estradas, investindo em rodovias, em hidrovias e em ferrovias, ajudando o agronegócio na construção de silos no armazenamento. Hoje nós plantamos, hoje nós semeamos, hoje nós cultivamos, hoje nós colhemos, e, muitas vezes, deixamos a céu aberto, porque o algodão não tem onde ser armazenado, a soja fica recebendo sol e chuva por falta de silos, por falta de armazenamento”.

Desperdício e Perda – Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), um terço da produção de alimentos no mundo é perdida ou desperdiçada. No Brasil, de acordo com o IBGE, mais de sete milhões de pessoas passando fome. “Nem tudo o que é produzido chega às mesas dos consumidores devido às perdas (na comercialização, principalmente), e aos desperdícios”, criticou a Senadora.

Simone Tebet lamentou que as perdas ocorrem desde o manuseio da colheita até o armazenamento. “Aqui se perde, principalmente, depois da porteira: na falta de capacidade de armazenamento, na precariedade das nossas estradas e na inexistência de logística eficiente, que prioriza as rodovias, em detrimento das hidrovias e ferrovias”.

Segundo a Embrapa, a produção e grãos em 2017 deve passar de 232 milhões de toneladas. No entanto, faltam armazéns para abrigar 74 milhões de toneladas, sem considerar as más condições de muitas unidades existentes, que não atendem aos preceitos mínimos para uma armazenagem adequada.

Força do Agronegócio – Nos últimos três anos, o saldo positivo do agronegócio brasileiro somou US$ 226 bilhões. O superávit total (da economia brasileira como um todo) no último triênio somou US$ 64 bilhões, o que significa que o setor cobriu um déficit de US$ 162 bilhões. De acordo com a Conab, o Mato Grosso do Sul deverá alcançar a maior produção de grãos este ano e pode ultrapassar, em 2018, os 20 milhões de toneladas de produção de grãos.

“Esses números mostram que qualquer mudança de paradigma de desenvolvimento do País passa pelo agronegócio. A atual crise econômica brasileira seria muito mais aguda se o agronegócio não tivesse respondido à altura na geração de produção, emprego e renda”.

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