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Acordo entre os deputados permitiu votação rápida em sessão relâmpago

Só contrários declaram voto

Foi necessário um acordo entre as lideranças partidárias na Assembleia Legislativa, para garantir que a votação do projeto de reforma da previdência acontecesse em uma sessão que durou pouco mais de 20 minutos, em um plenário lotado de servidores e com a presença de policias militares.

“Houve acordo dos deputados para chegar e votar. Não tinha clima para discursos”, disse o deputado Lídio Lopes (PEN), que votou contra o projeto. Apenas os parlamentares contrários à reforma usaram a palavra, somente na declaração de voto.

Além da bancada petista, Amarildo Cruz, Cabo Almi, João Grandão e Pedro Kemp, o já citado Lídio e o peemedebista Paulo Siufi e o Coronel David (PSC), votaram não ao projeto. Estes dois últimos não usaram o microfone para declarar o voto, e na primeira votação, na semana passada, haviam sido favoráveis ao projeto.

Diferente da colega Grazielle Machado (PR) que usou o Facebook para dizer que não havia sido informada do horário da votação, o petista Amarildo Cruz contou que chegou à Casa por volta das 7h30 desta terça-feira (28).

“Projeto importante como esse você tem que debater, conversar, tem que se preparar. A gente não vem aqui só para votar”, disse Amarildo, um dos poucos parlamentares a permanecer na Casa após a votação.

Por volta do meio dia de hoje, os funcionários da Assembleia já davam os últimos retoques na Casa,  retirando os pedaços da vidraça do hall de entrada quebrada durante o tumulto antes do início da sessão.

A Polícia Militar informou que haviam 220 agentes fazendo a segurança da Assembleia, sendo 60 do Batalhão de Choque, mas a maioria também já deixou o prédio logo após o fim da sessão. 

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