Em reunião do Brics, Temer defende PEC 241 e reforma da Previdência

"Brasil começa a entrar nos trilhos", afirmou o presidente

Michel Temer afirmou hoje (16), em Goa, na Índia, que o Brasil 'começa a entrar nos trilhos'. O discurso foi dirigido aos chefes de Estado e de Governo do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e enfatizou a defesa das propostas de ajuste fiscal. Temer declarou que as previsões para a economia brasileira em 2017 melhoraram e que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima o fim da recessão e a volta do crescimento econômico no próximo ano. As informações são da Agência Brasil.

“Já é possível verificar positiva reversão de expectativas, com decidida elevação nos níveis de confiança dos agentes econômicos”, disse Temer, que enfrenta resistência pelas medidas fiscais austeras, simbolizadas pela PEC (Proposta de Emenda a Constituição) 241, aprovada em primeira votação na Câmara dos deputados. O texto da PEC congela os gastos públicos em 20 anos e é chamada pelos manifestantes de Pec do fim do mundo.

"Será a combinação da responsabilidade fiscal com a responsabilidade social. Promoveremos sim, o ajuste das contas públicas. Estamos estabelecendo um teto de gastos, que será inscrito na própria Constituição”, disse Temer.

O presidente também defendeu mais alianças multilaterais entre os países, criticando o que chamou de 'tentação do protecionismo', que, segundo ele, deve ser enfrentada com resistência. “Há muito que podemos fazer para garantir mais comércio, mais crescimento e mais prosperidade.”

Quanto às medidas de ajuste fiscal, Temer declarou serem 'dever maior' e 'tarefa urgente'.“É dever maior porque, sem ela, põem-se em risco os avanços sociais do Brasil. É tarefa urgente porque o desarranjo das contas públicas é a causa-mor da crise que enfrentamos".

Previdência

Ao discursar, Temer também informou que enviará a proposta de reforma do sistema de previdência social 'em breve'.

”Queremos uma seguridade social que elimine privilégios e possa servir a todos, no médio e no longo prazo. Queremos preservar a saúde fiscal do Estado, condição para o bem-estar de cada um dos brasileiros”.

As privatizações e partilhas de serviços com o setor privado também foram defendidas pelo presidente. “O Brasil está promovendo novo modelo de parcerias com o setor privado para gerar empregos e aprimorar sua infraestrutura. Estamos articulando modelo previsível e seguro, que oferece as mais variadas oportunidades de investimento em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, exploração de petróleo e gás, entre outras áreas”, declarou. 

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