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Debate alternou propostas, acusações e clima tenso entre candidatos

Confira principais ataques e propostas dos prefeitáveis

O debate do Jornal Midiamax realizado nesta sexta-feira (16) foi marcado pela apresentação das propostas de 11 dos 15 candidatos à Prefeitura de Campo Grande, que aconteceu no auditório do CREA-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul). Com início morno, a sequência de perguntas e respostas esquentou com ataques diretos entre candidatos.

Temas como habitação, educação, saúde, mobilidade urbana e transparência foram debatidos. Marcelo Bluma (PV) criticou o sistema de sorteio de casas da EMHA (Agência Municipal de Habitação), onde somente “sortudos e não azarados” têm direito à moradia na Capital.

Adalton Garcia (PRTB), que respondeu sobre transparência, destacou que gestão transparente se faz sem apadrinhados. “Gestores que valorizam o funcionalismo público e não apenas um portal”.

Alex do PT disse que a raiz do problema vem das gestões das quais Marquinhos fez parte quando era do PMDB, inclusive quando seu irmão, Nelsinho Trad (PTB), administrou a cidade. “Não adianta negar. Temos que esclarecer o passado. Esclarecer de onde vem essa situação. Esse discurso fácil de resolver agora e posar de bom moço não funciona”.

O parlamentar do PSD também partiu para o ataque. “É triste principalmente aos que pregam política com ética e sem ataques. O senhor envergonha sua biografia, envergonha a esquerda. Se vende, para conseguir horário eleitoral, aos partidos que ainda estão com o sangue de Dilma nas mãos”.

A candidata do PSDB foi questionada e criticada por Marquinhos Trad pelos gastos do governo estadual com publicidade. Segundo ele, mais de R$ 100 milhões para divulgar o Programa Caravana da Saúde, e R$ 45 milhões em aditivos para empresas que participaram da campanha tucana em 2014 e estão novamente trabalhando para o PSDB.

Já a tucana não poupou críticas ao atual prefeito, principalmente ao comparar as gestões de Reinaldo Azambuja e Alcides Bernal. Rose também foi alvo de Adalton Garcia, sobre declarações recentes da candidata sobre sua renda e gastos com campanha.

Bernal pediu mais um mandato, sem golpe, para concluir projetos importantes, como a construção de um viaduto no cruzamento da Av. Mato Grosso com a Via Park e novos terminais de ônibus. Athayde concordou que esta é uma realidade inaceitável. “Gente com 15 anos na fila fica sem casa e mais recentes acabam recebendo por certo direcionamento. Não podemos fazer aglomerados humanos”.

O clima continuou quente quando a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) perguntou ao prefeito Alcides Bernal (PP) sobre mobilidade urbana. O chefe do Executivo, claro, citou diretamente à cassação que sofreu em março de 2014 na qual a tucana, então vereadora, votou favorável.

“Tivemos muitas dificuldades justamente por conta da corrupção que ceifou o mandato popular. Cada vereador recebeu R$ 1 milhão e o desvio de recursos Campo Grande sabe quem são os autores”. Rose pediu que Bernal pare de se vitimizar e justificou que a cassação foi feita com base em relatórios de órgãos fiscalizadores e por cometimento de 9 crimes.

Aroldo Figueiró (PTN) falou sobre habitação com Suel Ferranti (PSTU). O socialista disse que o plano é deixar de pagar dívida do Estado para viabilizar a moradia popular, tendo em vista que não cabe aos trabalhadores arcar com dívidas dos “burgueses”. O candidato do PTN assegurou que, se eleito, haverá critérios. “Quem vai decidir é o prefeito”, para evitar que pessoas fiquem na fila por anos e outras sejam contempladas várias vezes e vendam os imóveis.

Elizeu Amarilha (PSDC) que escolheu Alex do PT pra responder sobre proposta do petista para a Capital. O petista respondeu que é preciso trabalhar dentro de um ambiente onde prevaleça a verdade. Afirmou que existem contradições e falou de uma projeção sobre a realidade e do desejo do que se espera de Campo Grande.

Amarilha disse que ama a cidade e afirmou não viver de sonhos, e revelou que sempre acreditou nos prefeitos e no povo da Capital. Em sua tréplica, Alex disse que governará para a maioria, implantando um governo participativo, que leva em conta os interesses das pessoas, e não de grupos econômicos. Prometeu ainda mais saúde e um melhor transporte público, pondo fim aos monopólios do transporte.

O debate do Jornal Midiamax do 1º turno das eleições municipais de 2016, que aconteceu nesta sexta-feira (16), reuniu 11 candidatos a prefeito de Campo Grande e foi dividido em quatro blocos. O evento foi transmitido em tempo real no Facebook, ao vivo no site do Midiamax, na TVE e ainda nas rádios Difusora Pantanal e Educativa FM 104.

Participam deste debate os candidatos que compareceram ou enviaram representantes ao chamamento para realização do evento. São eles, por ordem alfabética, Adalton Garcia (PRTB), Alcides Bernal (PP), Alex do PT, Aroldo Figueiró (PTN), Athayde Nery (PPS), Coronel David (PSC), Elizeu Amarilha (PSDC), Marcelo Bluma (PV), Marquinhos Trad (PSD), Rose Modesto (PSDB) e Suél Ferranti (PSTU). Ficaram de fora por não enviar representantes à reunião, Pedro Pedrossian Filho (PMB), Rosana Santos (PSOL), Flávio Arce (PCO) e Lauro Davi (PROS).

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