Política

Procurador sai para férias e decisão sobre Coffee Break pode ficar para 2016

MPE decidirá se arquiva ou mantém relatório

Midiamax Publicado em 08/12/2015, às 12h43

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MPE decidirá se arquiva ou mantém relatório

O Procurador-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Humberto de Matos Brittes, estará de férias a partir desta quarta-feira (9) e a decisão sobre relatório do Gaeco sobre a Coffee Break pode ficar para 2016.

As férias ocorrem dois dias depois que o procurador recebeu o relatório do Gaeco sobre possível compra de votos para cassação de Alcides Bernal (PP). Agora, cabe a Procuradoria-Geral dizer ser arquiva o processo, pede mais diligências ou se envia para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que decidirá se aceita a denúncia ou arquiva.

A decisão também pode ficar para o ano que vem por conta do recesso forense, que começa a partir do dia 20 de dezembro. Oficialmente, o Ministério Público Estadual teria 15 dias para analisar o relatório e tomar a decisão, o que terminaria bem no recesso, jogando a decisão para 7 de janeiro, quando os trabalhos serão retomados.

Caso a decisão saia antes do recesso e prazo final, será tomada pelo procurador-geral substituto, Paulo Passos. O relatório do MPE foi encaminhado para uma comissão de assessores da PGJ, que tem como integrantes os promotores: Ricardo Mello, Cristiane Mourão, Paulo Zeni e Fábio Goldfinger.

Relatório do Gaeco implicou 11 pessoas, sendo oito vereadores e um vereador, por corrupção passiva, e outros sete, sendo outros três vereadores, empresários e políticos, por corrupção ativa. Um empresário e dois políticos são acusados de associação criminosa, caracterizando formação de quadrilha. 

Em investigação complementar, mais cinco pessoas devem ser apurados após o aprofundamento de provas e o acesso a dados fiscais. Segundo relatório, cinco mentores, políticos e empresários teriam orquestrado a queda do radialista.

Conforme relatório, três vereadores, os que responderão por corrupção ativa, tinham a função de convencer os colegas. O voto era trocado por dinheiro ou cargos públicos. O documento tem 245 páginas, com base em uma investigação com mais de 4,9 mil páginas.

Jornal Midiamax