Polícia / Trânsito

Conhecido da família, engenheiro não teria visto Emanuelle em via escura do Parque dos Poderes

Abalados ainda com o acidente que acabou na morte de Emanuelle Aleixo Gorski de 20 anos, o filho do engenheiro que dirigia a camionete S10, na noite de quarta-feira (10), disse ao Jornal Midiamax que a preocupação agora é com a família da jovem de quem são conhecidos, já que é amigo do tio de […]

Thatiana Melo Publicado em 12/03/2021, às 09h01 - Atualizado às 15h32

Emanuelle foi vítima de atropelamento (Reprodução, Instagram)
Emanuelle foi vítima de atropelamento (Reprodução, Instagram) - Emanuelle foi vítima de atropelamento (Reprodução, Instagram)

Abalados ainda com o acidente que acabou na morte de Emanuelle Aleixo Gorski de 20 anos, o filho do engenheiro que dirigia a camionete S10, na noite de quarta-feira (10), disse ao Jornal Midiamax que a preocupação agora é com a família da jovem de quem são conhecidos, já que é amigo do tio de Emanuelle.

Segundo o filho do engenheiro seu pai ainda será ouvido na delegacia. Ele ainda está muito abalado com o que aconteceu. “Ele nunca passou por isso, e nossa preocupação é com a família dela (Emanuelle) nesse momento”, disse o homem, que contou que no dia do acidente o pai estava devagar quando tudo aconteceu.

O engenheiro descia a via quando no cruzamento da Avenida Hiroshima com a Avenida Mato Grosso, quando já fazia a conversão na rotatória acabou batendo na bicicleta de Emanuelle. “Ele estava devagar e lá (região) é muito escuro, com muitas árvores, não teve tempo de reação”, disse.

Ainda de acordo com informações do filho do engenheiro, o Corpo de Bombeiros foi até o local para o atendimento e a polícia demorou, mas foi para atender a ocorrência. Ainda segundo o homem, o boletim registrado na manhã seguinte, dia 11, foi feito para a liberação do corpo para o velório. A acadêmica de direito morreu cerca de 1 hora depois de dar entrada na Santa Casa de Campo Grande, com vários ferimentos.

Investigação

A camionete do engenheiro foi deixada nesta quinta (11) na delegacia pelo filho do motorista para passar por perícia. O delegado Wilton Vilas Boas, da 3ª Delegacia de Polícia Civil, apura o acidente. Conforme o delegado, não foram encontradas marcas do acidente ou mesmo destroços ou estilhaços. Com isso, somando que não houve registro policial da cinemática, é maior a dificuldade para entender as causas do acidente. O motorista teria sido identificado após a amiga de Emanuelle que estava no local do acidente pegar o contato do filho dele.

Segundo o relato, ele soube do atropelamento pela amiga de Emanuelle que estava no local. A vítima foi socorrida pelo Samu, sedada e intubada e levada em estado gravíssimo para a Santa Casa. Ela não resistiu aos ferimentos e teve parada cardiorrespiratória, morrendo às 22h50. O caso ainda é tratado como morte a esclarecer e as causas seguem apuradas pela Polícia Civil.

Jornal Midiamax