Acidentes de trânsito com morte caem 18% após instalação de radares em Campo Grande

Mais seis aparelhos serão instalados na cidade

Os dois primeiros meses de 2019 em Campo Grande teve o registro 18% menos acidentes com mortes no trânsito. Em janeiro e fevereiro de 2018 foram registrados 11 mortes e, nos meses deste ano, foram 9.

Conforme a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), o número está diretamente ligado com a instalação dos radares na Capital. Até agora 21 radares estão operando e, a partir do dia 23 de março, mais 6 serão ativados.

Mais de 10 milhões de veículos passaram pelos radares e somente 0,14% foram multados por desrespeito às leis de trânsito, como avanço de sinal, velocidade, parada sobre a faixa e conversão irregular.

“Esses números são frutos de um trabalho desenvolvido pela Agetran e parceiros como o Batalhão da Polícia Militar de Trânsito, a Guarda Municipal e o Detran, visando sempre salvar vidas, uma vida que a gente salva já faz toda diferença no nosso trabalho”, pontuou o diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno.

Nos dois últimos anos a Agetran ainda melhorou consideravelmente a sinalização viária do município incluindo a implantação de mais de 50 semáforos, placas de regulamentação, sinalização horizontal, redutores de velocidade, quebra molas, faixas elevadas, manutenção semafórica constante, além do aumento na fiscalização da lei seca, presença maior de agentes e policiais nas ruas, educação de trânsito nas escolas, empresas e vias também.

De acordo com levantamento da Agência de Trânsito, de 2017 para 2018, período em que os radares foram removidos da Capital, houve um aumento de aproximadamente 25% no número de óbitos no trânsito, devido à presença da alta velocidade, um dos principais fatores de risco no trânsito atualmente, comprovando assim a real necessidade dos equipamentos redutores nas ruas.

“A importância desses aparelhos para a cidade é essa, a preservação da vida e estamos otimistas que vamos conseguir reduzir cada vez mais os números de acidentes e mortes”, concluiu o diretor da Agetran. No início de março, apenas uma morte foi registrada. Em 2018, foram seis ao total.

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