Operação contra sistema financeiro do PCC já prendeu um em MS

Foi levado para delegacia em viatura descaracterizada

Ao menos uma pessoa foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Federal em Corumbá, a 444 quilômetros da Capital, durante operação de combate ao sistema financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). A Operação Caixa-Forte é realizada nesta sexta-feira (9) e dá continuidade à Operação Cravada, realizada na terça-feira (6).

Agentes da Polícia Federal atuam com agentes da Força Nacional em Corumbá e encaminharam uma pessoa, que teria sido presa, até a delegacia em uma viatura descaracterizada. Policiais também chegaram ao local com malotes, possivelmente com documentos apreendidos, conforme o site Diário Corumbaense.

(Foto: Leonardo Cabral, Diário Online)

Além de Corumbá, mandados são cumpridos em Campo Grande e em cidades de outros três estados. São cumpridos 145 mandados sendo 52 de prisão preventiva, 48 de busca e apreensão, 45 de sequestro de valores e bloqueio de contas bancárias. Os estados em que ocorre a operação são Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

As investigações tiveram início em novembro de 2018 e identificaram a existência de uma seção estruturada dentro da facção, denominada “Geral do Progresso”. O setor era responsável por gerenciar o tráfico de drogas, distribuindo os entorpecentes que garantem o sustento da organização criminosa, além de orquestrar a lavagem de dinheiro dos valores oriundos dos crimes praticados.

Contas bancárias de pessoas estranhas ao grupo criminoso eram cooptadas para ocultar e dissimular a natureza ilícita do montante movimentado. O PCC também utilizava o método de “depósitos fracionados” para lavar o dinheiro, realizando depósitos bancários de pequenas quantias em diversas contas, para não identificar o depositante e não ativar os gatilhos de comunicação de atividade suspeita às autoridades do COAF (Controle de Atividades Financeiras), previstos na Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro.

Depois o dinheiro era transferido a outras contas ou sacado em terminais eletrônicos. Foram identificadas 45 contas bancárias, todas bloqueadas e com os valores sequestrados judicialmente. A movimentação financeira ultrapassou os R$ 7 milhões durante o período das investigações. Os números das contas eram enviados por integrantes de outro setor da facção, denominado “Resumo Integrado do Progresso dos Estados e Países”, responsável também pelo recebimento dos comprovantes para a realização da contabilidade geral dos valores movimentados.

Os presos são investigados por tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 33 anos de prisão.

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