Polícia

“Tubarão” é preso na fronteira de MS com armas, drogas e caderneta com dados do PCC

Traficante paulista cumpria pena em regime domiciliar e estava morando em Ponta Porã, na fronteira com Pedro Juan Caballero

Marcos Morandi Publicado em 01/04/2021, às 09h20

Além de "Tubarão" policia também prendeu mais dois traficantes
Além de "Tubarão" policia também prendeu mais dois traficantes - Defron

Após denúncias de disparos por armas de fogo, no Bairro Residencial I, em Ponta Porã,  agentes da Defron (Delegacia Especializada Repressão aos Crimes de Fronteira), identificou que o local já era investigado por abrigar foragidos e membros do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Após vistoria na residência, os policiais descobriram que o morador  era conhecido como “Tubarão” e também é uma das lideranças do PCC na região de fronteira. Ele é natural de São Paulo e estava cumprindo prisão em regime domiciliar.

Segundo o delegado da Defron, Rofolfo Daltro, além de Tubarão, foram localizadas mais duas pessoas também com passagens por tráfico de drogas, verificou-se, de imediato, um tablete de maconha e mais de 30 porções de cocaína sobre a geladeira, além de uma pistola, municiada.

Na residência foram apreendidas duas balanças de precisão e plástico utilizado para embalar drogas. “Chamou a atenção a apreensão de um caderno com anotações sobre a hierarquia e diretrizes de uma facção e também referente à distribuição de drogas em larga escala”, explicou o delegado.

Encaminhado à Delegacia de Polícia, ao ser colocado em uma cela para a confecção da ocorrência policial e demais procedimentos, “Tubarào” passou a agredir violentamente um preso, sob a alegação de que ele não "fecharia" com a facção.

Em virtude da das lesões, o  agredido precisou de atendimento médico, sendo, em seguida, encaminhado para o IML para ser submetido a exame de corpo de delito.

Durante o interrogatório foi franqueado o acesso ao seu aparelho celular, que estava apreendido, para fins de obter o contato de sua advogada, entretanto, ele tentou resetar o eletrônico, visando apagar provas, mas acabou contido pela equipe da Defron.

Jornal Midiamax