Terrorista é condenado por denunciar caluniosamente agente do Presídio Federal de Campo Grande

Ele denunciou lesões e ameaças por parte de agente e do diretor da penitenciária

Atualmente recolhido no Presídio Federal de Campo Grande, Leonid El Kadre de Melo ficará preso definitivamente por mais de 2 anos por denunciação caluniosa. Alvo da Operação Hastag que apurava crimes de terrorismo, ele alegava ter sido agredido e constrangido por agente penitenciário federal, além de ameaçado pelo diretor do presídio.

Conforme a denúncia feita pelo (Ministério Público Federal), Leonid e a mãe, que é advogada, solicitaram em abril de 2017 a sindicância administrativa contra o agente penitenciário. A ele foram imputados os crimes de lesão corporal e abuso de autoridade, no entanto, conforme a peça, Leonid e a mãe sabiam que o agente era inocente.

Ainda conforme o , Leonid acusou o então diretor do presídio federal de ameaça, enquanto a mãe acusou o diretor de constrangimento ilegal e tentativa de falsidade ideológica. A denúncia foi recebida pela 3ª Vara Federal Criminal em março de 2018 e a intenção era de condenar Leonid por dar causa à instauração do procedimento investigatório, sabendo que o agente era inocente.

O também pediu absolvição da mãe de Leonid, que foi concedida. O réu acabou condenado em primeiro grau, mas entrou com recurso para tentar diminuição da pena. Na sentença, foi apontado que Leonid tenha narrado os fatos da suposta agressão de forma distorcida para a mãe, levando ela a provocar a instauração de sindicância contra o agente penitenciário.

No entanto, na última semana o procedimento transitou em julgado e foi expedido o mandado de prisão definitiva para Leonid, considerando pena de 2 anos, 8 meses e 12 dias.

Prisão e condenação

Leonid foi preso no âmbito da Operação Hashtag da , em julho de 2016. Outras pessoas também foram presas sob acusação de terrorismo. Conforme o ministro , na época, o grupo terrorista era uma célula amadora do Estado Islâmico, sem preparo.

Leonid chegou a ser apontado como liderança máxima do grupo e havia suspeita de ataques terroristas nas . Ele acabou condenado pelos crimes de promoção de organização terrorista, recrutamento com o propósito de praticar atos de terrorismo e associação criminosa. A pena totalizou 15 anos, 10 meses e 5 dias, dos quais mais de 13 anos de reclusão são relativos a crime equiparado a hediondo.

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