Polícia

‘Tá esquisito’: Moradores reclamam de falta de segurança no Jardim Tijuca após execução

Com medo, os moradores do bairro Jardim Tijuca em Campo Grande, foram discretos e outros preferiram se calar sobre o assassinato de Wagner Rocha Carneiro de 37 anos. Ele foi morto com pelo menos quatro tiros quando chegava em casa após uma confraternização familiar, na noite desta terça-feira (9). Wagner tinha passagens por furto, roubo, […]

Thatiana Melo Publicado em 10/03/2021, às 09h01 - Atualizado às 11h45

Casa de portão branco, onde Wagner foi assassinado (Henrique Arakaki, Midiamax)
Casa de portão branco, onde Wagner foi assassinado (Henrique Arakaki, Midiamax) - Casa de portão branco, onde Wagner foi assassinado (Henrique Arakaki, Midiamax)

Com medo, os moradores do bairro Jardim Tijuca em Campo Grande, foram discretos e outros preferiram se calar sobre o assassinato de Wagner Rocha Carneiro de 37 anos. Ele foi morto com pelo menos quatro tiros quando chegava em casa após uma confraternização familiar, na noite desta terça-feira (9). Wagner tinha passagens por furto, roubo, tráfico de drogas, sendo que em 2013 na companhia de mais dois adolescentes invadiu uma casa de carnes para cometer o crime.

Uma dona de casa de 53 anos, que não quis se identificar, disse ao Jornal Midiamax que ouviu mais de 10 tiros sendo disparados na noite de terça (9), mas como estava com muito medo resolveu não sair para ver o que estava acontecendo, “Meu filho estava para fora, mas não tinha muito o que fazer”, disse a mulher.

Ela ainda contou que a vítima ia pouco ao local que acha que era usado mais para dormir, já que a residência era alugada para festas. A dona de casa ainda revelou que do ano passado para este ano foram quatro assassinatos na região.

Um outro morador disse que conhecia muito pouco Wagner que era visto raramente na casa. Ninguém soube dizer se a vítima vinha sofrendo ameaças. Um homem que não se identificou disse ao Jornal Midiamax, que conhecia Wagner e sabia que ele emprestava dinheiro a juros.

Hoje cedo, uma briga entre marido e mulher deixou um carro em chamas em outra rua do bairro, assustando novamente os moradores. “O Tijuca tá esquisito demais”, comentou um homem que passava pelo local.

O assassinato

O assassinato aconteceu por volta das 23 horas desta terça (9), quando Wagner chegava em casa depois de participar de uma confraternização na casa de parentes onde ficou até por volta das 20 horas, segundo o tio da vítima. Wagner foi morto com pelo menos quatro tiros, que atingiram costas, ombro, pescoço e maxilar.

Segundo informações foram disparados pelo menos 12 tiros de cima de uma laje de uma construção, que fica ao lado da residência de Wagner que alugava o espaço para festas. Os tiros foram efetuados de cima para baixo. Vizinhos escutaram os disparos e um deles teria saído para ver o que havia acontecido.

Uma testemunha chegou a pular o portão e encontrou Wagner caído na varanda da casa. O motor do carro ainda estava quente indicando que ele havia acabado de chegar a residência. Ainda segundo informações policiais, ele ainda foi atingido na calçada depois de descer e voltar até o portão de casa.

Wagner chegou a correr para dentro da residência, mas caiu na varanda ferido. Familiares disseram à polícia que ele trabalhava com empréstimo de dinheiro e não sabem se estava sofrendo ameaças, apenas, que havia se desentendido com sua ex-mulher no fim de 2020.

Jornal Midiamax