Polícia

Quadrilha tinha central telefônica para aplicar golpes do cartão clonado

Douglas Reis dos Santos preso por equipes do Batalhão de Choque em Campo Grande, na última sexta-feira (26) no terminal rodoviário com 21 máquinas de cartão disse ser membro da quadrilha que operava ser de São Paulo, e que tinham uma central telefônica para aplicar os golpes. Ele contou quando preso que sua função era […]

Thatiana Melo Publicado em 29/03/2021, às 10h16

Objetos apreendidos pelo Choque durante a ação. Foto: Divulgação
Objetos apreendidos pelo Choque durante a ação. Foto: Divulgação - Objetos apreendidos pelo Choque durante a ação. Foto: Divulgação

Douglas Reis dos Santos preso por equipes do Batalhão de Choque em Campo Grande, na última sexta-feira (26) no terminal rodoviário com 21 máquinas de cartão disse ser membro da quadrilha que operava ser de São Paulo, e que tinham uma central telefônica para aplicar os golpes.

Ele contou quando preso que sua função era ir na casa das vítimas para recolher os cartões das vítimas e as senhas, quando um suposto funcionário da agência ligava e afirmava que o cartão havia sido clonado precisando a vítima escrever uma carta de próprio punho e entregar o cartão a uma pessoa, que seria enviada a sua casa.

Douglas disse que se apresentava bem vestido nos locais para receber os cartões das vítimas, sendo três na Capital com um prejuízo de R$ 12 mil. Com os cartões em mãos, ele passava nas maquininhas diversos valores e recebia como forma de pagamento R$ 500 por vítima, além de ter todas as suas despesas pagas.

Modos operandi

Os criminosos se passam por bancários e entram em contato com as vítimas, a fim de confirmar uma compra fictícia pelo cartão de crédito, geralmente em outro estado.

Quando a vítima diz que não fez compra alguma, o falso atendente faz um alerta de clonagem e a induz a seguir supostos protocolos de segurança para cancelamento do cartão. Ao final, pega dados pessoais como número de documentos, conta, senhas e endereço, pede para que a vítima escreva uma carta a próprio punho pedindo o cancelamento, que corte o cartão ao meio e depois entregue tudo a um correspondente.

O objetivo é fazer com que o coletor, fingindo ser funcionário da instituição financeira, vá até a casa do alvo, pegue os objetos e depois faça várias compras com os cartões. O detalhe é que pessoas menos instruídas acreditam que ao cortarem o cartão, estão destruindo-o. Na verdade, o artifício serve apenas para ludibriá-las, já que o que garante o funcionamento do cartão são dados do chip.

Jornal Midiamax