Polícia

Policial morreu durante invasão e ataque de seis a delegacia na fronteira de MS

O ataque da noite desta segunda-feira (1º), na delegacia de Puentesiño no distrito de Sargento José Félix López, departamento de Concepción no Paraguai. O local fica a aproximadamente 70 quilômetros da cidade sul-mato-grossense Bela Vista, teve a participação de seis invasores que assassinaram a tiros um policial e deixando outro ferido. Os dois policiais estavam […]

Thatiana Melo Publicado em 02/03/2021, às 05h58 - Atualizado às 09h13

Delegacia alvo de ataque (Última Hora)
Delegacia alvo de ataque (Última Hora) - Delegacia alvo de ataque (Última Hora)

O ataque da noite desta segunda-feira (1º), na delegacia de Puentesiño no distrito de Sargento José Félix López, departamento de Concepción no Paraguai. O local fica a aproximadamente 70 quilômetros da cidade sul-mato-grossense Bela Vista, teve a participação de seis invasores que assassinaram a tiros um policial e deixando outro ferido.

Os dois policiais estavam sozinhos na delegacia, já que outros três estavam fazendo patrulhas na região em um raio de 3 quilômetros de distância da delegacia, quando o prédio foi atacado pelos autores que usaram armas de grosso calibre. O policial Ramón Ávalos morreu no local.

Um outro policial ficou gravemente ferido e foi levado para uma unidade de saúde, segundo o site ABC Color. Ramón é irmão de Juan Ávalos, que é subchefe da delegacia. O ataque não teria como fim roubo, já que nenhum armamento foi levado do local.

A polícia investiga quem teria orquestrado o ataque a delegacia e os motivos. Não se sabe se a invasão teria sido do grupo EPP (Exército do Povo Paraguaio) e ACA (Agrupação Campesina Armada).

Guerrilha

O Exército do Povo Paraguaio é um movimento de guerrilha que age nas comunidades rurais do interior daquele país invadindo propriedades rurais e atuando em defesa da reforma agrária. De viés comunista, o grupo pede reformas sociais urgentes e a saída dos estrangeiros que possuem empresas e fazendas no Paraguai.

Desde de meados dos anos 2000, a ação do grupo vem aumentado e as incursões do grupo já deixou diversas baixas entre policiais, homens do exército, civis e membros da guerrilha. É comum ataques a propriedades rurais. A violência dos ataques chega a sequestros de fazendeiros e trabalhadores rurais e até morte de pessoas como forma de intimidar o Estado.

Jornal Midiamax