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Polícia faz reconstituição de executado por disciplina do PCC em Campo Grande

A 6º Delegacia de Polícia Civil faz nesta quarta-feira (10) uma reprodução simulada do assassinato de Agnaldo Rodrigues da Silva, de 36 anos, encontrado morto em fevereiro de 2020, em um terreno baldio localizado no bairro São Conrado, em Campo Grande. Agnaldo foi assassinado por Leonel Ricardo Gonçalves conhecido como disciplina do PCC (Primeiro Comando […]

Thatiana Melo Publicado em 10/03/2021, às 09h37 - Atualizado às 11h42

Leonel conhecido como 'Cruel' do PCC acusado da morte de Agnaldo (Reprodução)
Leonel conhecido como 'Cruel' do PCC acusado da morte de Agnaldo (Reprodução) - Leonel conhecido como 'Cruel' do PCC acusado da morte de Agnaldo (Reprodução)

A 6º Delegacia de Polícia Civil faz nesta quarta-feira (10) uma reprodução simulada do assassinato de Agnaldo Rodrigues da Silva, de 36 anos, encontrado morto em fevereiro de 2020, em um terreno baldio localizado no bairro São Conrado, em Campo Grande.

Agnaldo foi assassinado por Leonel Ricardo Gonçalves conhecido como disciplina do PCC (Primeiro Comando da Capital), por estar perturbando a ex-mulher que havia fugido para Campo Grande de São Paulo após ser vítima de agressões pelo homem, que veio atrás da ex-mulher.

Leonel conhecido como ‘Cruel’ tinha como ‘responsabilidade’ fazer com que regras de convivência no bairro fossem seguidas à risca, e quando ficou sabendo que Agnaldo estava perturbando a ex-mulher teria tido uma conversa com ele o advertindo sobre a situação e avisando que pagaria com a vida.

No dia do crime, a ex-mulher teria voltado a ser importunada pelo Agnaldo e ela chamou ‘Cruel’ para resolver a situação sendo que o membro do PCC assassinou o homem com vários golpes de madeira deixando o corpo em um terreno baldio ao lado da casa onde a ex morava.

‘Cruel’ está foragido e já foi expedida a prisão preventiva. Leonel tem passagens por lesão corporal dolosa, tráfico de drogas, homicídio, vais de fato, ameaça e violência doméstica.

Na época dos fatos, foram realizadas diligências, onde em entrevista, mãe e filho disseram que Aguinaldo seria ex convivente da suspeita e que constantemente a estuprava, ameaçava e agredia, sendo que ela chegou a registrar boletim de ocorrência na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), mas mesmo assim Aguinaldo continuava a ameaçar e agredi-la.

Ela contou ainda que ela e seu filho procuraram uma pessoa identificada como “disciplina” do bairro, uma espécie de justiceiro que chegou a fazer contato com Aguinaldo dizendo que o mesmo não poderia mais chegar perto da vítima. Porém, Aguinaldo invadiu a casa da mulher, tendo o filho da mesma ligado para o membro do PCC, e este foi até o local e espancou Aguinaldo com um pedaço de madeira na companhia de outro individuo ainda desconhecido, tendo inclusive ficado respingos de sangue na parede onde ocorreu o crime.

O criminoso disse que era para deixarem o corpo no local pois arranjaria um ‘quatro rodas’ para remover. A mulher e o filho foram apresentados na 6º Delegacia de Polícia de Campo Grande, juntamente com a qualificação de ‘Cruel’, ficando a cargo da Autoridade Policial daquela Unidade as demais diligências que julgar cabíveis.

Jornal Midiamax