PCC: Mortos em confronto com a polícia de MS na fronteira seriam paraguaios

Eles têm envolvimento com pistolagem

Os oito criminosos que morreram em confronto com a polícia de Mato Grosso do Sul na noite de segunda-feira (11), em Ponta Porã, município na fronteira com o a 346 quilômetros de Campo Grande, seriam todos paraguaios. A suspeita é de que sejam integrantes da facção brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital).

Eles foram identificados inicialmente como: Diego Marcial Moraez González, de 28 anos, Oscar Prieto Davalos, de 23 anos, Blas Daniel Moraez González, de 18 anos, Edison Prieto Davalos, de 27 anos, Daniel Irala de Santa Ana, Fredy Portillo de Santa Teresa, Ruben Dário e Alcides Trinidad, de 19 anos.

No entanto, a Polícia Civil segue com trabalho investigativo, pois existe a possibilidade de que as identidades que portavam sejam falsas. Neste sentido, as equipes, juntamente com a perícia, trabalham em conjunto com o país vizinho, bem como com outros estados brasileiros, para formalizar a identificação.

Conforme já noticiado, eles têm envolvido em crimes de execução e pistolagem. Investigações apontam que teriam participado da execução de pai e filha, crime ocorrido no dia 5 de dezembro. Na ocasião, o brasileiro Michel Antunes, de 35 anos, e a filha, de nove anos, foram mortos em Zanja Pytã, cidade paraguaia que fica na linha internacional com Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã.

Como retaliação, aliados do brasileiro teriam planejado investida contra a facção. No dia 13 de dezembro, por vingança, mataram Wellington Bruno Alves e Daiane Dias Constanci com mais de 100 tiros. Estes dois estavam em um automóvel HB20, no limite entre os dois países, entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, quando foram surpreendidos por pistoleiros em frente ao Hotel Cassino Amambay. O estabelecimento fica no país vizinho, mas conforme a polícia, o casal estava do lado brasileiro da Rua Dr. Francia. 

Por conta desses homicídios foi que a polícia conseguiu chegar aos oito paraguaios que estavam em uma casa em Ponta Porã, usada como base operacional da facção. Lá foram encontradas armas de grosso calibre e veículos. Seis morreram em con confronto com a Polícia Civil local e o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a a , Assaltos e Sequestros) e outros dois em confronto com o (Departamento de Operações de Fronteira) e o Bope (Batalhão de Operações Especiais).

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