Para libertar entregador que matou colega, defesa lembra soltura de veterinário que assassinou ex-cunhado

Na peça, a defesa afirma que Bruno ‘é arrimo de família’ e que atirou só para se defender

A defesa de Bruno César de Carvalho de Oliveira, 24 anos, entrou novamente com pedido para revogar a prisão preventiva do réu, que está encarcerado desde o assassinato de tiros Emerson Salles Silva, 33 anos, com quem trabalhava em uma lanchonete na Avenida Mato Grosso, em Campo Grande.

Neste novo pedido impetrado pela defesa nesta quinta-feira (21), os advogados compararam o caso do motoentregador com o do médico veterinário, José Bernardino Prado Lo Pinto que matou a tiros o ex-cunhado, no bairro Monte Castelo em dezembro de 2020.

Na peça, a defesa afirma que como o médico veterinário, Bruno também é arrimo de família ficando comprovado que trabalhava em dois empregos para sustentar a família. Ainda de acordo com o pedido a diferença entre os dois casos seriam a condição social entre os réus, já que José seria de classe média alta, com poder aquisitivo elevado e proprietário rural, sendo concedida a liberdade a ele, com medidas cautelares impostas.

Diferente do caso de Bruno que foi mantido encarcerado tendo seus pedidos de liberdade negados pela Justiça. A defesa ainda alega, que o motoentregador assumiu os disparos, mas para a sua defesa já que a vítima – Emerson – se valia de sua compleição física para subjugar as pessoas, e que no dia de sua estava sendo processado por quase matar a sua sobrinha.

A defesa ainda pede a excludente de ilicitude ficando comprovado que não houve a qualificadora de motivo torpe, por isso, é pedido que Bruno responda em liberdade ao processo e excluindo-se também as qualificadoras do crime.

No começo de janeiro deste ano, a defesa recorreu em 2º grau e novamente teve a liminar indeferida. Bruno está preso desde 18 de agosto de 2020. Em setembro, o juiz Aluízio Pereira negou pedido de liberdade de Bruno, também sob alegação de que ele teria agido em legítima defesa. Assim, o magistrado propôs que o vídeo anexado ao processo não mostra um ataque da vítima ao réu. Inclusive, porque a testemunha chegou a pedir para que Bruno não atirasse, mas mesmo assim ele atirou.

na lanchonete

Conforme apontado na denúncia, como Bruno faltou ao serviço, Emerson teria ficado irritado pelo excesso de trabalho na lanchonete. Com isso, os dois tiveram discussões pelo WhatsApp e no dia do crime, Bruno já teria ido trabalhar armado, chegando momentos antes de Emerson.

Logo que chegou, ele questionou se o colega já estava lá e ainda disse “É bom que ele não apareça aqui hoje”. No entanto, em seguida Emerson chegou e os dois já discutiram, momento em que Bruno sacou a arma e fez ameaças. Ainda entraram em luta corporal, quando Bruno pegou novamente a arma, que tinha guardado na mochila, e atirou.

Então, Emerson caiu e depois ainda foi ferido com mais um tiro. Bruno fugiu em seguida, ficou 5 dias foragido até que se apresentou na delegacia. Já Emerson, chegou a ser socorrido após o crime, mas não resistiu aos ferimentos.

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