Polícia

Motorista que matou dois em acidente na Avenida Guaicurus ganha liberdade

Foi publicada nesta sexta-feira (26) a decisão pela liberdade de Vinicius de Oliveira, de 20 anos, envolvido no acidente que matou Jair Ferreira, de 49 anos, e Mauro Jorge Pereira Nantes, de 54 anos. O acidente acontece em 4 de fevereiro, na Avenida Guaicurus, quando Vinicius acompanhado da namorada ‘fugia’ do ex-marido dela, que estava […]

Renata Portela Publicado em 26/02/2021, às 16h20 - Atualizado em 27/02/2021, às 09h50

Acidente ocorreu no dia 4 de fevereiro (Foto: Leonardo de França, Midiamax)
Acidente ocorreu no dia 4 de fevereiro (Foto: Leonardo de França, Midiamax) - Acidente ocorreu no dia 4 de fevereiro (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Foi publicada nesta sexta-feira (26) a decisão pela liberdade de Vinicius de Oliveira, de 20 anos, envolvido no acidente que matou Jair Ferreira, de 49 anos, e Mauro Jorge Pereira Nantes, de 54 anos. O acidente acontece em 4 de fevereiro, na Avenida Guaicurus, quando Vinicius acompanhado da namorada ‘fugia’ do ex-marido dela, que estava de motocicleta.

A decisão é do desembargador Zaloar Murat Martins de Souza, datada de quinta-feira (25), um dia após o pedido feito pela defesa. Na peça, o desembargador reforça que Vinicius conduzia o Gol prata, quando colidiu contra o Renault Scenic, ocupado por Jair e Mauro. Com o acidente, as vítimas morreram ainda no local.

Em depoimento, o rapaz contou que foi buscar a namorada e, no caminho, o ex-marido dela apareceu em uma motocicleta. Ele teve a intenção de parar para conversar, mas a namorada teria dito para ele ir embora e ‘não dar asas’ ao ex. Com isso ele teria continuado o trajeto, quando o motociclista passou a bater no vidro do carro.

O rapaz afirma que se assustou, pensou que o homem estava armado e fugiu. O motociclista ainda teria entrado na frente do Gol, quando houve uma colisão traseira e, em seguida, o acidente com o Renault em um cruzamento. A namorada de Vinicius confirmou os fatos e ainda disse que pensava que o Renault pararia no cruzamento.

Isso porque segundo relato da mulher, a preferencial era de Vinicius e havia sinalização de pare. No entendimento do desembargador, considerando a perda das vidas o caso já é considerado grave. Mas os fatos, se criminosos, decorrem do excesso de velocidade. Também foi avaliada na decisão que o paciente é jovem, primário e tem residência e trabalho fixos.

Com isso, foi concedido o habeas corpus em caráter liminar, para revogar a custódia preventiva e assegurar direito ao acusado de responder ao processo em liberdade.

Jornal Midiamax