Polícia

Justiça mandou colocar tornozeleira em jovem que participou de execução nas Moreninhas 24h antes do crime

Um dos acusados de participar da morte de Diego da Silva Magalhães de 20 anos, conhecido como ‘Mosquito Dieguinho’, que já foi identificado pela polícia deveria estar com tornozeleira eletrônica que foi determinada pela Justiça 24 horas antes do crime acontecer nas Moreninhas, na tarde desta quinta-feira (25), em Campo Grande. No SEEU (Sistema de […]

Thatiana Melo Publicado em 26/03/2021, às 10h53 - Atualizado às 17h07

(Foto: Danielle Errobidarte, Midiamax)
(Foto: Danielle Errobidarte, Midiamax) - (Foto: Danielle Errobidarte, Midiamax)

Um dos acusados de participar da morte de Diego da Silva Magalhães de 20 anos, conhecido como ‘Mosquito Dieguinho’, que já foi identificado pela polícia deveria estar com tornozeleira eletrônica que foi determinada pela Justiça 24 horas antes do crime acontecer nas Moreninhas, na tarde desta quinta-feira (25), em Campo Grande.

No SEEU (Sistema de Execução de Penas) consta que uma decisão do dia 19 deste mês concedia ao suspeito prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico, mas ainda na mesma decisão diz que o acusado já estava cumprindo pena em regime aberto desde outubro de 2020.

O mandado de expedição de monitoramento eletrônico foi expedido no dia 24 deste mês, ou seja, 24 horas antes do assassinato. Neste caso da determinação de monitoramento eletrônico, ele estava cumprindo pena por tráfico de drogas. No dia 2 de dezembro de 2019, ele foi preso por porte ilegal de arma de fogo. A denúncia foi recebida em junho do ano passado sendo expedida uma carta precatória para citá-lo em Corumbá, já que ele estaria preso na penitenciária por outro crime.

Mas, quando o oficial de Justiça tentou citá-lo foi informado que ele não estava mais no presídio. já o outro acusado do crime não tem passagens pela polícia.

Rixa de 2018

Uma possível rixa de 2018 teria sido a motivação para o assassinato de Diego. O delegado Nilson Friedrich da 4º Delegacia de Polícia Civil não detalhou qual rixa seria entre Diego e o autor do assassinato, mas disse que há uma terceira pessoa que estava junto da vítima e do adolescente. Essa terceira pessoa que ainda não foi identificada teria conseguido fugir antes. Os autores serão indiciados por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, além das qualificadoras por traição, emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Execução

Diego estava na companhia de um adolescente de 15 anos quando por volta das 14h45 desta quinta (25) os dois voltavam pela trilha, que seria usada como um atalho que fica aos fundos do Parque Jaques da Luz, depois de um jogo de futebol. Mas, a dupla parou no meio do caminho para procurar um chinelo que Diego havia perdido no meio do mato quando foram surpreendidos pelo autor que estava na companhia de outro homem. O assassino estava em uma motocicleta.

O autor desceu e colocou o capacete na testa apontando a arma para Diego e o adolescente. Em seguida, o assassino mandou que Diego se ajoelhasse e depois que o garoto corresse assim como Diego. Neste momento, o autor fez os disparos acertando as costas da vítima.

O adolescente ainda contou que depois que percebeu que estava abrigado viu quando o autor fez outro disparo na cabeça de Diego. Foi feito, um disparo em direção ao garoto, que não foi atingido. A polícia fez a apreensão de um celular, um projétil e uma porção de maconha, além de uma faca caída próximo ao corpo de Diego.

Jornal Midiamax