Polícia

Justiça aceita denúncia e 13 alvos da Omertà viram réus por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Após a deflagração da 6º fase da Omertà denominada Arca de Noé, no dia 2 de dezembro de 2020, em que 12 pessoas foram presas, o deputado estadual Jamilson Lopes Name acabou virando réu por organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração do jogo do bicho. O paramentar acabou sendo indiciado com mais 12 pessoas. […]

Thatiana Melo Publicado em 19/01/2021, às 12h29 - Atualizado às 12h30

(Leonardo França, Midiamax)
(Leonardo França, Midiamax) - (Leonardo França, Midiamax)

Após a deflagração da 6º fase da Omertà denominada Arca de Noé, no dia 2 de dezembro de 2020, em que 12 pessoas foram presas, o deputado estadual Jamilson Lopes Name acabou virando réu por organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração do jogo do bicho. O paramentar acabou sendo indiciado com mais 12 pessoas.

A denúncia feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) foi recebida na última sexta-feira (15), na 1º Vara Criminal de Campo Grande. Foram denunciados Jamil Name, Jamil Name Filho, Jamilson Lopes Name, Darlene Luiza Borges, Augustinho Barbosa Gomes, Cícero Balbino, José Ney Martins, Leonir Pereira de Souza, Marcilene de Lima Ferreira, Paulo Sérgio Paes de Lira, Raymundo Nery de Oliveira, Renatode Lima Fontalva, Ricardo Alexandre Cáceres Gonçalves e Tatiana Freitas. O processo segue em sigilo.

No dia 7 de janeiro deste ano, a 3º Vara Criminal de Campo Grande negou dois pedidos feitos para a devolução de R$ 112 mil e a reabertura do escritório na sede prédio da Pantanal Cap.

Nos pedidos feitos pelo deputado estadual Jamilson Name, a defesa argumentou que a origem do dinheiro era licito e que om prédio onde funcionava a sede dom Pantanal Cap também era usado para outras finalidades, como atendimento de outras três empresas que funcionam no local. No início de dezembro de 2020, a juíza Eucélia Moreira Cassal decidiu por manter o prédio fechado, além de negar a devolução de bens apreendidos durante a última fase da Operação Omertà.

Arca de Noé

A sexta fase da Operação Omertà foi realizada em 2 de dezembro, por agentes do GaecoGarras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros), com apoio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Batalhão de Choque e Força Tática.

Foram cumpridos mandados de prisão, que acabaram na prisão de Cláudio Rosa de Moraes; Augustinho Barbosa Gomes; Darlene Luiza Borges; José Ney Martins, Cícero Balbino; Leonir Pereira de Souza; Raimundo Nery de Oliveira; Patrícia Pereira Lyra; Tatiana Freitas; Marcilene de Lima Ferreira; Renato de Lima Fontalva e Ricardo Alexandre Cáceres Gonçalves.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão e feito o bloqueio de mais de R$ 18 milhões das contas da Pantanal Cap. A empresa foi alvo da ação e foi lacrada, mediante determinação da Justiça. Agora, deve parar as atividades. Além da sede, também foram cumpridos mandados na casa do deputado Jamilson Name, filho de Jamil Name, alvo da primeira Omertà e também dono da Pantanal Cap.

Jornal Midiamax