Polícia

Idoso é internado em hospital com perna quebrada e morre 22 dias depois com Covid-19

Teve um choque séptico

Thatiana Melo Publicado em 06/04/2021, às 05h44

None
(Arquivo)

Morreu na Santa Casa de Campo Grande nesta segunda-feira (5), um idoso de 77 anos que estava internado para fazer uma cirurgia na perna após fraturar o fêmur sendo que acabou contraindo Covid-19 na unidade hospitalar.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo filho da vítima, o pai havia sofrido uma queda em casa no dia 4 de março sendo que ao se queixar de dores que se agravaram, o idoso foi levado até um posto de saúde do Leblon, no dia 6 de março, mas no local não tinha máquina de raio-x.

Sendo assim, o idoso foi levado até o posto de saúde da Guaicurus onde foi constatado através de exames que estava com o fêmur fraturado. A vítima foi encaminhada para a Santa Casa, onde passou por cirurgia, e onde teria contraindo Covid-19 no hospital ficando em isolamento até o dia 3 de abril.

Mas, devido a um choque séptico por causa do agravamento de seu estado de saúde acabou morrendo nesta segunda-feira (5).  Segundo o filho do idoso, ele não usava drogas e não fumava, apenas fazia uso de álcool, além de ser diabético e ter hipertensão.  

O que diz o hospital

Em nota, a Santa Casa de Campo Grande informou que o paciente foi internado no dia 5 de março após ter sido encaminhado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Submetido a cirurgia, o idoso teve alta no dia 13 de março. Durante todo o período de internação, segundo o hospital, o paciente teve acompanhante de familiar. 

O idoso retornou à Santa Casa em 18 de março, encaminhado pelo Hospital Universitário, com sintomas respiratórios. "Foi internado e isolado, recebendo todos os cuidados adequados, evoluindo para óbito em 5/4/2021". 

O hospital também informa que no dia 12 de março suspendeu permanência de acompanhantes "devido ao alto risco de contaminação que estas pessoas “circulantes na cidade” poderiam representar aos pacientes no momento mais grave da pandemia em Campo Grande. A medida extrema foi respaldada pelo Ministério Público Estadual", diz o hospital. 

Jornal Midiamax