Polícia

Golpista que buscava cartão na casa das vítimas em MS recebia R$ 15 mil mensais

Ele agia a mando de presos de Campo Grande

Renan Nucci Publicado em 07/04/2021, às 13h54

Golpista buscava cartões para 'destruí-los'
Golpista buscava cartões para 'destruí-los' - Foto Ilustrativa

O juízo da Vara Criminal de Três Lagoas, a 324 quilômetros de Campo Grande, agendou para o dia 12 de maio a audiência de instrução e julgamento de Jessé Amós Gomes de Souza, preso por estelionato. Ele é acusado de participar do golpe do cartão de crédito clonado e, conforme investigação policial, chegava a receber R$ 15 mil mensais. 

O detalhe é que ele agia a mando de um preso de Campo Grande e o pagamento representaria apenas 2% do total arrecadado com os crimes praticados. Consta na denúncia do MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) que o réu teria participado de ao menos quatro tentativas de golpe na cidade de Três Lagoas.

Em um dos crimes, ele vitimou um idoso de 77 anos, induzindo-o ao erro. O golpe funcionava da seguinte forma, um dos comparsas telefonava para a vítima e se passava por representante bancário, alegando que terceiros estariam usando o cartão bancário dela para compras em outra cidade. O idoso não suspeitou de nada e acreditou.

Neste sentido, passou a fornecer dados pessoais para realizar o suposto cancelamento. Contudo, para completar o golpe, os estelionatários informavam que seria necessário destruir o cartão original e que o procedimento seria realizado pelo banco. Sendo assim, um funcionário da instituição financeira passaria na casa da vítima para buscar o objeto.

E foi o que aconteceu. Logo após entregar o cartão, o idoso descobriu compra no valor R$ 1.500, feita por Jessé e seu grupo. Eles ainda agiram mais três vezes, porém, no último golpe, foram surpreendidos. A vítima da vez, desconfiada da situação, fotografou o réu e o táxi que ele usava. Em seguida, informou a polícia sobre o ocorrido e logo o suspeito foi encontrado.

Ele estava hospedado em um hotel da cidade, onde guardava várias máquinas de cartão, celular e até mesmo falso uniforme de banco. Foi descoberto que o golpista agia a mando de presos da Capital, que apenas lhe passavam o endereço onde deveria ir. Ao todo, estava no esquema desde dezembro de 2020 e recebia 2% de cada golpe aplicado.

O total mensal chegava a R$ 15 mil recebido por ele. O homem confessou ainda ter participado de golpes nas cidades de Cuiabá (MT), Rondonópolis (MT) e Ji-Paraná (RO).

Jornal Midiamax