“Era usuário de drogas mas não fazia mal a ninguém”, diz tia de morto no Jardim Sayonara

Moradores do bairro vivem dilema entre derrubar ou não imóvel abandonado, ponto de encontro de usuário de drogas

Gustavo Miranda, de 32 anos, morto a tiros no Jardim Sayonara era usuário de drogas e já havia recebido pedido de sua tia para se internar em uma clínica de reabilitação. Moradores da região afirmam que o local onde o rapaz caiu após ser atingido por disparos feitos de dois homens em uma motocicleta, já sofreu reparos feitos pelos próprios vizinhos, mas sempre concentrou usuários de drogas.

A familiar, que não quis se identificar, afirmou que Gustavo morava com a avó e, segundo ela, tinha problemas com drogas e já havia sido ameaçado de . “Eu tinha pedido para ele se internar numa clínica de reabilitação. Eu falei ‘Gustavo, você quer? Eu vou te levar’, mas ele falou que já estava bem e ia parar”, lembra.

A tia ainda relatou que Gustavo afirmou que gostava de ficar com ela, “porque ela transmitia paz”. Ele ainda havia conseguido emprego fixo e estava trabalhando como serralheiro.

Problema recorrente

Moradores do Bairro Jardim Sayonára explicaram ao Jornal Midiamax que, tanto no bairro como na construção abandonada onde Gustavo correu ao tentar fugir dos disparos, os problemas com usuários de drogas “são antigos”.

A presidente da Associação dos Moradores, Valdelice Pereira da Silva, de 57 anos, lembrou que há poucos dias ouve um esfaqueamento de outro usuário de drogas. Ela ainda conta que tentou transformar o local em um espaço de convivência. “A gente não queria derrubar, queríamos cercar e fazer uma área de ”, afirma.

Jeniffer Fernanda Ferreira, de 20 anos, relatou que os próprios moradores chegaram a fazer limpeza do local por meio de um . “Nós moradores já fizemos um abaixo assinado para derrubar essa construção, mas falam para não tirarmos eles de lá”, comenta em referência à associação de moradores.

Morto com pelo menos 5 tiros

Conforme informações preliminares dadas por testemunhas, Gustavo, após ser atingido na Rua Arthur Marinho, caiu na varanda de um local conhecido na região como ponto de compra e venda de entorpecentes. Ainda conforme moradores, os dois rapazes que atiraram pelo menos cinco vezes, estavam de casaco preto. Eles teriam reduzido a velocidade ao se aproximarem e discutido com a vítima. Gustavo ainda teria tentado correr para dentro do imóvel, uma casa abandonada, mas não resistiu aos ferimentos. A  está no local, além da Perícia, e o  foi acionado, mas a vítima já estava sem vida.

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