Polícia

Defesa tenta, mas ‘Mistério’ do PCC tem pedido de liberdade negado por tribunal do crime de rival

A defesa de Eder de Barros Vieira conhecido como ‘Mistério’ do PCC tentou novamente a revogação de sua prisão preventiva pelo assassinato de Sandro Lucas de Oliveira, o ‘Alemãozinho’, assassinado em dezembro de 2019, após passar pelo tribunal do crime a facção criminosa, que teve a participação de mais quatro membros do PCC (Primeiro Comando […]

Thatiana Melo Publicado em 02/03/2021, às 08h15 - Atualizado às 08h17

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A defesa de Eder de Barros Vieira conhecido como ‘Mistério’ do PCC tentou novamente a revogação de sua prisão preventiva pelo assassinato de Sandro Lucas de Oliveira, o ‘Alemãozinho’, assassinado em dezembro de 2019, após passar pelo tribunal do crime a facção criminosa, que teve a participação de mais quatro membros do PCC (Primeiro Comando da Capital).

O pedido negado foi publicado em Diário Oficial desta terça-feira (2), pela 2º Vara do Tribunal do Júri. Também na decisão está determinada a revogação da prisão na próxima revisão que deve ser feita em maio deste ano.

Eder ordenou um tribunal do crime contra Sandro para que ele fosse julgado pelos membros da facção em conferência depois de ser descoberto que a vítima era integrante da facção CV (Comando Vermelho). Foram presos pelo crime: Rafael Aquino conhecido como ‘Enigma’, Adson Vitor conhecido como ‘Ladrão de almas’, Eliezer Nunes, o ‘Maldade’ e Sidnei Jesus, o ‘Capetinha’.

‘Alemãozinho’ foi sequestrado em uma praça do bairro Nova Campo Grande, no dia 8 de dezembro de 2019 e seus restos mortais localizados somente 7 meses depois em uma fossa séptica no bairro Vila Bourdon, atrás deum frigorifico.

Em agosto de 2020, Eder tentou a liberdade alegando a pandemia do coronavírus, mas teve o pedido negado pela Justiça.

Desaparecimento e morte

Sandro Lucas de Oliveira de 24 anos, que desapareceu em dezembro de 2019 foi decapitado por Sidney de Jesus Rerostuk de 27 anos preso por equipes da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios). O ‘Missionário’ como era conhecido dentro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foi encontrado em sua casa no Jardim Bálsamo.

O assassinato de Sandro teria sido ordenado pelo PCC por que o rapaz era da facção rival CV (Comando Vermelho). A vítima foi decapitada e os restos mortais encontrados em uma chácara, no bairro Chácara dos Poderes. A indicação do local onde estava o corpo foi feita por Sidney.

Sidney estava na companhia da esposa quando foi preso em sua casa. Na residência, os policiais encontraram dentro de uma caixa porções de cocaína. A mulher de Sidney contou que o marido é faccionado há 9 anos e que dentro do PCC tem o cargo de missionário, o responsável por ‘finalizar a vítima’. O membro da facção estava em liberdade condicional e tinha passagens por roubo, tráfico de drogas, receptação e homicídio.

Em junho de 2020, a polícia havia feito uma operação que capturou oito suspeitos do envolvimento com o desaparecimento de Sandro, em Campo Grande, ocorrido em dezembro de 2019. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão domiciliar, quatro mandados de prisão temporária e um mandado de busca e apreensão de adolescente.

Durante os trabalhos, outras três pessoas que não eram alvos imediatos foram presas em flagrante por tráfico de drogas, sendo que, dessas, duas eram foragidas do sistema penitenciário. Com eles foi encontrada droga destinada à comercialização e petrechos para preparação do entorpecente.

Jornal Midiamax