Polícia

Com pátios lotados, veículos do tráfico vão a leilão e MS ficará com 40% do valor

Cerca de 6 mil carros apreendidos com o tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul lotam delegacias por todo o estado e oferecem risco à saúde, tendo em vista que os veículos amontoados servem como foco de proliferação do mosquito da dengue e outros insetos transmissores de doenças.  Os automóveis devem ir a leilão […]

Renan Nucci Publicado em 03/03/2021, às 14h42 - Atualizado em 04/03/2021, às 09h02

Na sede do Departamento de Operações de Fronteira, em Dourados, pátio está lotado e veículos ficam na rua. Foto: Divulgação
Na sede do Departamento de Operações de Fronteira, em Dourados, pátio está lotado e veículos ficam na rua. Foto: Divulgação - Na sede do Departamento de Operações de Fronteira, em Dourados, pátio está lotado e veículos ficam na rua. Foto: Divulgação

Cerca de 6 mil carros apreendidos com o tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul lotam delegacias por todo o estado e oferecem risco à saúde, tendo em vista que os veículos amontoados servem como foco de proliferação do mosquito da dengue e outros insetos transmissores de doenças. 

Os automóveis devem ir a leilão em breve e 40% do total arrecadado será repassado à Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), para investimento na polícia. Há urgência pois, além de uma questão sanitária, também existe o aspecto da desvalorização dos bens.

Na manhã desta quarta-feira (03), o Adriano Garcia Geraldo, delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, esteve reunido com  Luiz Roberto Begiora, titular da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), em Campo Grande, para discutir sobre a celeridade no processo do leilão. 

 “Estes veículos dependem de encaminhamento de leilão da Senad e acabam trazendo uma série de transtornos como ocupação de pátios, ocupação de via pública e deterioração do bem que pode ser vendido mais rápido gerando um valor agregado maior”, explica.

Adriano também pontuou a importância da regularidade dos leilões. “Nós dependemos de um leilão permanente, pois ao mesmo tempo que esses veículos estão saindo (sendo leiloados), novos veículos são apreendidos”.

Por sua vez, o secretário Antônio Carlos Videira, chefe da Sejusp, reforçou os problemas de saúde. “Além do valor que pode ser destinado às atividades que assessoram a apreensão, nossa preocupação é em esvaziar esses pátios por questão de saúde pública (…) Esses veículos são propícios para proliferação de doenças transmitidas por diversos tipos de mosquitos”.

Nesta tarde, a equipe visita a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), na Capital, para uma melhor constatação do acúmulo de veículos.

Jornal Midiamax