Polícia

Advogada diz ter sido impedida pela PF de acessar investigação de clientes

O Conselho da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul)  realizou nesta sexta-feira (26) ato de desagravo público, depois que a advogada Rosane Magali Marino teve supostamente as prerrogativas violadas pela Polícia Federal de Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande. Ela teria sido impedida de ter acesso aos autos […]

Renan Nucci Publicado em 26/02/2021, às 15h18 - Atualizado em 27/02/2021, às 09h59

Conselho da OAB/MS durante realização do ato de desagravo
Conselho da OAB/MS durante realização do ato de desagravo - Conselho da OAB/MS durante realização do ato de desagravo

O Conselho da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul)  realizou nesta sexta-feira (26) ato de desagravo público, depois que a advogada Rosane Magali Marino teve supostamente as prerrogativas violadas pela Polícia Federal de Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande. Ela teria sido impedida de ter acesso aos autos de um casal de clientes no ano de 2018, mas o caso foi divulgado apenas nesta sexta-feira (26).

Conforme nota, a manifestação foi feita pela conselheira estadual Eliane Potrich. A advogada teria sido impedida, inicialmente, por um policial plantonista que alegava que ela não estava com a procuração. Ela foi indicada a voltar à tarde para falar com a delegada responsável, Paloma Brígido Alves, que estava em reunião. 

Acompanhada de outros dois advogados da Comissão de Prerrogativas, ela voltou e novamente não teve acesso ao inquérito policial, de crime comum, sem caráter sigiloso. Consta em nota da OAB/MS que a delegada teria atendido Rosane na calçada e alegado que não daria acesso, pois o caso estava em sigilo e, por este motivo, não tinha a obrigação de fornecer a documentação.

“O que tem de mais negativo, em todo esse processo, é o dever de urbanidade que deve nortear as atividades e atos daqueles que representam o Estado e, em seu nome exercem atividades estatais, o que por certo não ocorreu no presente caso”, disse a conselheira no manifesto.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da PF que, por sua vez, alegou que não iria se manifestar sobre o caso.

Jornal Midiamax