Suspeita de agressão em presídio faz defesa pedir transferência a assassino de Carla

Defesa também pedirá exames psicológicos

Marcas de agressão física em Marcos André Vilalba, 21 anos, preso no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) fez com que a defesa entrasse com pedido de transferência da unidade. Marcos é acusado pelo assassinato de Carla Santana Magalhães, 25 anos, ocorrido no bairro Tiradentes, na Capital.

O pedido foi protocolado na (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), nesta quinta-feira (23) pela advogada Michelli Gomes Francisco, que assumiu o caso no início desta semana. “Pedi acesso na semana passada ao inquérito e, como estava em sigilo, só consegui me inteirar do caso essa semana, então fiz o contato com ele um dia depois de levado ao presídio”, disse.

A advogada entende que Marcos possui um “somatório muito prejudicial”, se referindo ao crime de estupro praticado por ele, motivo pelo qual foi agredido no IPCG. “Quando conversei com ele, mostrou marcas da agressão que sofreu, então para garantir a integridade física, fiz o pedido”, explicou a advogada.

Para Michele, mesmo o IPCG possuindo uma ala exclusiva para acusados por crimes sexuais, ele já não está seguro na unidade. “Acredito que uma transferência para o Centro de Triagem, seria mais seguro”, salientou.

Além disso, a defesa entrará com pedidos de avaliação psicológica e psiquiátrica, devendo alegar insanidade, ou seja, que Marcos não é capaz de ser responsável pelos próprios atos. “Não é normal uma pessoa dormir com um corpo em casa por dois dias. Isso tem traços de insanidade, ele precisa desses exames”, destacou Michele.

A DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) indiciou Marcos Andé por feminicídio, vilipêndio e ocultação de cadáver. A deve encaminhar laudo pericial que pode comprovar o estupro da vítima. A investigação aponta que, depois de render a vítima, o agressor a esfaqueou no pescoço e a violentou sexualmente depois de morta.

Ele chegou a dar banho no corpo e depois o escondeu debaixo da cama. As amostras coletadas na vítima serão confrontadas com o  de André, para confirmação do crime sexual.

e morte

Carla desapareceu no dia 30 de junho, quando saiu para ir a um mercado na companhia de uma amiga. No dia do sequestro ela gritou por socorro. Porém, a mãe da jovem estava assistindo televisão quando ouviu os gritos e ao sair, Carla já tinha sido levada. Três dias depois, o corpo foi deixado pelo assassinado na esquina da casa dela, no Tiradentes.

Marcos André, vizinho de Carla, foi preso no dia 13 de julho, sendo a prisão preventiva decretada no dia 14.

Suspeita de agressão em presídio faz defesa pedir transferência a assassino de Carla
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