Suposto receptador exige R$ 4 mil para devolver S-10 furtada no Carnaval

Homem alega que devolve o veículo se a vítima 'não arrumar problemas' para ele

Homem que se identifica como dono de uma empresa de desmanche de veículos está exigindo R$ 4 mil para devolver uma caminhonete, modelo S-10, furtada na noite desta terça-feira (25), de um marceneiro de 50 anos, morador em Campo Grande. O suposto receptador alega ter comprado o veículo sem saber que se tratava de produto ilícito.

Conforme boletim de ocorrência, o filho do marceneiro pegou a caminhonete emprestada para ir ao Carnaval da Esplanada Ferroviária, estacionando o veículo na Rua Antônio Maria Coelho. Por volta das 23 horas, se deu conta de que a S-10 havia sido furtada e informou o pai, que denunciou o caso na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do centro.

No entanto, já nesta quarta-feira (26), o dono do desmanche entrou em contato com o proprietário do veículo, informando sobre o ‘mal-entendido’ e propondo um acordo. O detalhe é que na ligação, o suspeito informa ter conhecimento até mesmo sobre o endereço da família. O telefonema foi gravado e apresentado à polícia, mas até o momento ninguém foi preso.

“O cara trouxe ela [caminhonete] aqui pra mim como se fosse de leilão, entendeu cara. Ele ficou de me trazer a nota depois, porque coisa de leilão tem nota. Ele disse ‘nossa, esqueci a nota lá em casa’, mas daí eu já tinha dado dinheiro e cheques. Não fiquei muito no prejuízo porque em dinheiro mesmo só foram os R$ 5 mil”, disse o suposto receptador, alegando que conseguiu bloquear os cheques e que caiu na lábia do vendedor.

“Mas você comprou assim mesmo? [sem comprovação de origem]”, questionou a vítima. “Nós trabalhamos com desmanche. Acreditei na história, ele disse que estava precisando de dinheiro para pagar aluguel, não sei o que, que a mulher estava grávida e passando fome. Acreditamos na conversa desse sem vergonha e acabamos com esse b.o”, afirmou.

Logo em seguida, ele tenta convencer a vítima a entrar em acordo, afirmando que já havia falado com o sócio e com o funcionário que faria a devolução. “Veja bem, se quiser recuperar a caminhonete de volta, a gente faz o seguinte. Você garante que não vai arrumar problema pra mim e que só quer pegar a caminhonete. Nós vamos passar uma conta da empresa e você transferir R$ 2 mil pra mim. A gente abandona a caminhonete e você, sem tirar ela do lugar, vai voltar e depositar mais R$ 2 mil. Vou fechar com você em R$ 4 mil, garantindo que não vai me dar problema”.

A vítima, acreditando que o empresário fosse, na verdade, um dos ladrões, disse que iria tentar levantar o valor e entraria em contato. O caso é investigado.

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