Sinpol vai à Justiça contra demissão de policial que criticou corrupção em MS

Sinpol vê ilegalidade e policial denuncia perseguição

O (Sindicato dos Policiais Civis de ) acionou a Justiça contra a demissão do ex-investigador Tiago Henrique Vargas, publicada em Diário Oficial na última sexta-feira (17). O caso repercutiu na semana passada após o ex-policial afirmar perseguição por suas opiniões e críticas políticas, voltadas principalmente ao governo de Reinaldo Azambuja ().

Conforme o presidente em exercício do Sinpol-MS, Pablo Rodrigo Pael, a demissão foi ilegal. “Ingressamos com a ação judicial cabível no sábado de manhã, agora vamos aguardar a decisão”, comentou o presidente, reafirmando que a demissão foi um “ato de ilegalidade”.

Por outro lado, a  de Mato Grosso do Sul confirmou que o ato é legal e que a demissão foi cabível após Tiago cometer nove infrações, muitas delas graves, todas investigadas pela Corregedoria Geral. A  esclareceu que as transgressões do policial ferem o artigo 172, incisos IV e XVII, cuja pena cabe demissão por caracterizarem natureza grave.

Demissão

demissão do agora ex-investigador foi publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) da última sexta-feira (17). A decisão consta na Resolução “P” n° 343/2020, assinada pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira.

Ele ficou em evidência quando envolveu-se em polêmica por criticar, em suas redes sociais, o deputado federal Eliseu Dionísio (), no ano de 2017. A partir do episódio, o investigador foi transferido, à revelia, de Campo Grande para o município de Pedro Gomes. Tiago sustenta que a mudança era retaliação por suas manifestações na internet contra o parlamentar.

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