Sem registro fotográfico, polícia do Paraguai faz ‘malabarismo’ para identificar presos

Trabalho de individualização dos foragidos esbarra na ausência de registros fotográficos dos presos feito pela administração penitenciária

A Polícia Nacional do Paraguai está com dificuldades para identificar os 76 membros da facção (Primeiro Comando da Capital) que fugiram do presídio de Pedro Juan Caballero. Segundo ela, o trabalho de individualização dos foragidos esbarra na ausência de registros fotográficos dos presos feito pela administração penitenciária.

“Não há uma informação precisa. Nós temos que fazer malabarismos para verificar se esta ou aquela pessoa é fulano de tal”, disse ao jornal ABC Color María Elena Andrada, chefe de relações públicas da Polícia Nacional. Por este motivo, os agentes solicitaram ao chefes de turno do presídio que compartilhem o máximo de informações possível.

Por enquanto, até mesmo o número de foragidos tem sido questionado pelas autorizadas. “O oficial que trabalha no local teme que sejam mais de 76”. Andrada disse ainda que, apesar de algumas fotos já estarem circulando na internet, não vão divulgar as imagens com a lista oficial, que conta com 50 presos, até que todos os dados sejam confirmados.

Por volta das 5 horas da madrugada de domingo, detentos membros do PCC teriam fugido através de um túnel escavado de dentro da unidade até o lado de fora. Mais de 70 metros escavados, mais de 200 sacos de areia deixados em uma das celas da penitenciária e o fator mais questionado foi se nenhum agente penitenciário viu a fuga ou mesmo a escavação ou sequer suspeitou. Dois deles foram capturados, um deles em Mato Grosso do Sul.

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