Polícia

Quarentena já teve 3 vezes mais assassinatos em Campo Grande que mesmo período de 2019

A ilusão de que a quarentena imposta na Capital, como também no resto do Estado diminuiria os casos de homicídios vai por terra abaixo quando dados divulgados pela Sejusp (Secretaria de Estado e Justiça e Segurança Púbica) mostram o contrário. Em 72 dias, já foram registrados 23 casos de homicídios em Campo Grande. Os números […]

Thatiana Melo Publicado em 12/05/2020, às 13h20 - Atualizado às 14h58

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A ilusão de que a quarentena imposta na Capital, como também no resto do Estado diminuiria os casos de homicídios vai por terra abaixo quando dados divulgados pela Sejusp (Secretaria de Estado e Justiça e Segurança Púbica) mostram o contrário. Em 72 dias, já foram registrados 23 casos de homicídios em Campo Grande.

Os números são 187% maiores que o mesmo período do ano passado quando a Capital registrou oito homicídios. E o perfil para este de crime não é nada fácil de ser identificado como diz o delegado titular da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) Carlos Delano, “geralmente o autor não tem um perfil, pode ser um idoso, um adolescente, uma mulher com as mais variadas motivações”, disse Delano.

Delano ainda afirmou que o trabalho na delegacia especializada aumentou, e que percebeu este número crescente, mas não teria como precisar o que poderia ter desencadeado tantos assassinatos, “ é um crime as vezes ocasional, já que uma briga de trânsito pode virar um homicídio, uma negociação malfeita pode virar assassinato, até filho mantando pai e mãe”, afirmou o delegado.

Na última sexta-feira (8) foram presas no bairro Vila Nasser, em Campo Grande, mãe e filha acusadas de matarem o idoso José Leonel Ferreira de 61 anos, para ficar com a casa da vítima. O marido de             Roselaine ainda está foragido. Ele teria dado os golpes com barra de ferro na cabeça do idoso e com a ajuda da filha Yasmin de 19 anos cavado um buraco nos fundos da casa e enterrado José Leonel. A família passou a morra no local, com o corpo do idoso enterrado nos fundos.

Em abril, o funileiro Admilson Estácio, 44 anos, foi morto com um golpe de barra de ferro em Campo Grande, após descobrir o furto de R$ 1,6 mil. Dois homens que trabalhavam na funilaria com Admilson foram presos pelo crime pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios). O corpo do funileiro foi enterrado próximo a um córrego em Rochedo.

Em março, mais um crime de homicídio na Capital. Aparecido Ferreira da Silva de 49 anos foi assassinado por dois rapazes de 19 e 20 anos. O contador foi esfaqueado dentro do próprio carro depois de marcar um encontro com os dois jovens, que acabaram presos.

Jornal Midiamax