Procurado pela Interpol, assassino foragido do MS e do Paraguai é preso

Criminosos foi localizado na cidade de Chapada dos Guimarães

Foi preso nesta sexta-feira (29) em Chapada dos Guimarães (MT), o pistoleiro paraguaio Wilson Acosta Marques, de 48 anos, foragido da Justiça de Mato Grosso do Sul e procurado pela Interpol do Paraguai. A ação foi realizada pela Polícia Civil com apoio da agência local de inteligência da Polícia Militar de Campo Verde (MT) e de Chapada dos Guimarães.

Wilson foi localizado em uma casa simples, já na zona rural, onde ele mantinha uma borracharia e vivia com a família há dois anos. Os policiais apuraram que contra o homem, que tem dupla nacionalidade (paraguaia e brasileira), tinha dois mandados de prisão em aberto expedidos pela comarca da justiça do município sul-mato-grossense de Sete Quedas.

Em consulta à Interpol, a Polícia Civil também constatou que o suspeito tem mandados de prisões expedidos pela Justiça paraguaia e que ele consta na lista vermelha dos mais procurados pela Interpol do país vizinho.

O homem apresentou documento em nome de outra pessoa, como tendo nascido em 1978 e natural de Caarapó, também em Mato Grosso do Sul. Contudo, após entrevista na delegacia, ele confessou que o documento é falso, pelo qual pagou R$ 600,00 e pertenceria a um parente já falecido, informação que será apurada.

O delegado de Polícia de Campo Verde, Mário Roberto Santiago Junior, entrou em contato com a Interpol em Assuncion e obteve a informação de que o homem preso responde a diversos crimes no Paraguai. Ele tem, inclusive, envolvimento nas mortes do jornalista paraguaio Pablo Medina Velázquez e de sua assistente, Antónia Marines Almada Chamorro, ocorridas em outubro de 2014, em uma localidade na fronteira dos dois países. 

Três pessoas foram investigadas pelas mortes, sendo um deles o irmão do homem preso em Campo Verde, que é  Vilmar Acosta Marques, mais conhecido como Neneco, ex-prefeito de cidade paraguaia Ypehjú, na fronteira com MS, e suposto mandante dos crimes. 

Mortes

Conforme denúncia do Ministério Público Federal contra um dos acusados pelos crimes, a morte do jornalista foi motivada por uma vingança das três pessoas envolvidas em represália às publicações do jornalista contra os Acosta no ABC Color, jornal de maior circulação no Paraguai. Medina publicou diversas matérias sobre Vilmar, então candidato a prefeito e depois prefeito da cidade paraguaia de Ypejhú, a quem atribuía vínculo com o narcotráfico na fronteira entre o Paraguai e o Brasil e envolvimento em crimes de homicídio nas regiões paraguaias de Villa Ygatimi e Ypejhú. 

Por conta das matérias, o jornalista recebia ameaças de morte por parte do político. O crime ocorreu na tarde de 16 de outubro de 2014, em uma emboscada na estrada rural que liga a cidade de Villa Ygatimi à Colônia Ko’e Porá, localizadas no Departamento de Canindeyú. Usando vestimentas militares, tio e sobrinho simularam uma blitz e quando o carro do jornalista parou foi atingido por tiros. A assistente estava no banco do carona e também foi atingida.

 

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